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Quando Eu For Embora

Nacha Guevara

Para Cuando Me Vaya

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Niño de primavera,
que un golpe de viento
te quiera llevar,
ponme un beso
donde tengo el miedo
y ponme otro beso
donde nunca más.
Que me lleve el sol, que me lleve,
pegado a su andar
Que me lleve el sol, que me lleve,
pegado a su andar.

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Niño del verano,
que inundas de luz
lo que no destellé,
ponme un beso
cercano a la risa
y ponme otro beso
en lo que no se ve.
Que me lleve el sol, que me lleve,
mecido en su red
Que me lleve el sol, que me lleve,
vencido en su red.

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Niño del otoño,
que algún mes de octubre
se te llevará con él,
Ponme un beso
donde las estrellas
y ponme otro beso
para no volver.
Que me lleve el sol, que me lleve,
prendido a su piel
Que me lleve el sol, que me lleve,
prendido a su piel

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Niño, niño del invierno,
que el gris ha bordado
sobre mi niñez,
Ponme un beso donde va la herida
y ponme otro beso para no querer.
Que me lleve el sol, que me lleve,
Si no te veré.
Que me lleve el sol, que me lleve,
Si no te veré.

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Para cuando me vaya
no habrá amanecido
ni para el amor, ni para el olvido.
Para cuando me vaya
la vida nos premia
poniendo los sueños de penitencia

Quando Eu For Embora

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Menino da primavera,
que um golpe de vento
te queira levar,
me dá um beijo
onde eu tenho medo
e me dá outro beijo
onde nunca mais.
Que o sol me leve, que me leve,
colado ao seu andar.
Que o sol me leve, que me leve,
colado ao seu andar.

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Menino do verão,
que inunda de luz
o que não brilhei,
me dá um beijo
perto da risada
e me dá outro beijo
no que não se vê.
Que o sol me leve, que me leve,
mecido em sua rede.
Que o sol me leve, que me leve,
vencido em sua rede.

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Menino do outono,
que algum mês de outubro
te levará com ele,
me dá um beijo
onde as estrelas
e me dá outro beijo
para não voltar.
Que o sol me leve, que me leve,
prendido à sua pele.
Que o sol me leve, que me leve,
prendido à sua pele.

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Menino, menino do inverno,
que o cinza bordou
sobre minha infância,
me dá um beijo onde vai a ferida
e me dá outro beijo para não querer.
Que o sol me leve, que me leve,
se eu não te ver.
Que o sol me leve, que me leve,
se eu não te ver.

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Quando eu for embora
não vai ter amanhecido
nem para o amor, nem para o esquecimento.
Quando eu for embora
a vida nos recompensa
colocando os sonhos como penitência.

Composição: Nacha Guevara, Alberto Favero, Enrique Pinti