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Carne e Barulho

Naelis

Carne y Ruido

Respirar duele
Pensar pesa
El silencio también hace ruido

Despierto con el pecho apretado
La culpa vive aquí, paga renta
No hay fe, solo carne cansada
Y un ruido interno que no se calla

Aprendí a cargar sin pedir ayuda
A sonreír con la herida abierta
Nadie escucha cuando uno se pudre
Solo cuando grita o se revienta

No soy paz
Soy tensión
No soy luz
Soy presión

No me busques
Ya me fui
Me quedé encerrado dentro de mí

Esto es carne y ruido
Golpeando por dentro
No es música, es instinto

Esto es carne y ruido
Rompiendo el silencio
No es arte, es lo que siento

Carne
Ruido

Veo sombras donde antes hubo rostros
Palabras huecas llenando cuartos
El pasado me habla con odio
Y el futuro nunca me espera sentado

Me hice duro porque fui frágil
Me hice frío porque dolía
No fue elección, fue un reflejo
Cuando amar siempre salía caro

No soy calma
Soy fricción
No soy fe
Soy presión

No me nombres
No existí
Me perdí antes de llegar aquí

Esto es carne y ruido
Golpeando por dentro
No es música, es instinto

Esto es carne y ruido
Rompiendo el silencio
No es arte, es lo que siento

Si me ves callado
No es que esté en paz
Es que el caos aprendió a esperar

Si me ves de pie
No es fortaleza
Es costumbre a no caer

No me salves
No me entiendas
Solo escucha el ruido

Esto es carne y ruido
Desde el fondo del pecho
No es belleza, es exceso

Esto es carne y ruido
Sangrando lento
Bienvenido a lo que llevo dentro

No hay mensaje
No hay redención
Solo carne
Y ruido

Carne e Barulho

Respirar dói
Pensar é difícil
O silêncio também produz ruído

Acordo com o peito apertado
A culpa mora aqui, ela paga o aluguel
Não há fé, apenas carne cansada
E um ruído interior que não se cala

Aprendi a carregar coisas sem pedir ajuda
Sorria através de uma ferida aberta
Ninguém presta atenção quando alguém está se definhando
Só quando ele grita ou explode

Eu não sou a paz
Estou tenso
Eu não sou leve
Estou sob pressão

Não me procure
Eu já fui embora
Fiquei presa dentro de mim mesma

Isto é carne e barulho
Golpeando de dentro para fora
Não é música, é instinto

Isto é carne e barulho
Quebrando o silêncio
Não é arte, é o que eu sinto

Carne
Barulho

Vejo sombras onde antes havia rostos
Palavras vazias preenchendo salas
O passado me fala com ódio
E o futuro nunca espera que eu fique sentado

Eu me fortaleci porque era frágil
Senti frio porque doía
Não foi uma escolha, foi uma reflexão
Quando amar sempre tinha um preço alto

Não estou calmo
Eu sou atrito
Eu não sou fé
Estou sob pressão

Não me mencione
Eu não existia
Eu me perdi antes de chegar aqui

Isto é carne e barulho
Golpeando de dentro para fora
Não é música, é instinto

Isto é carne e barulho
Quebrando o silêncio
Não é arte, é o que eu sinto

Se você me vir em silêncio
Não é que eu esteja em paz
O caos aprendeu a esperar

Se você me vir parado
Não é uma fortaleza
É um hábito não cair

Não me salve
Não me entende
Basta ouvir o ruído

Isto é carne e barulho
A partir da parte inferior do peito
Não é beleza, é excesso

Isto é carne e barulho
Sangramento lento
Bem-vindo (a) ao que carrego dentro de mim

Nenhuma mensagem
Não há redenção
Só carne
E ruído

Composição: Pablo Mauricio Cortes Martins