Donde Aún Te Espero
Nunca fuimos nada frente al mundo
Solo miradas robadas al pasar
Promesas que murieron en silencio
Por miedo a perderlo todo sin empezar
Tú te ibas siempre antes del abrazo
Yo aprendí a callarme por los dos
Éramos un casi demasiado grande
Una historia escrita con adiós
Y aunque jamás dijimos quédate
El corazón lo entendió igual
Porque te amé sin tocarte
Te esperé sin tiempo ni final
Ahora que ya no respiras
Eres aire que no se va
Dicen que el amor se muere
Pero el nuestro aprendió a cruzar
La línea entre la vida y la muerte
Donde aún te espero
Donde aún estás
Hoy hablo sola frente a tu nombre
Grabado frío sobre el mármol gris
Nunca supiste cuánto te amaba
O tal vez sí y fingiste no oír
No hubo fotos ni aniversarios
Ni un para siempre que recordar
Solo un amor que no tuvo cuerpo
Pero nunca dejó de sangrar
Si el destino fue quien nos negó
Yo lo perdono pero no te olvido
Porque te amé sin tocarte
Te lloré sin poderte enterrar
Hoy el cielo tiene tu forma
Y mi voz no te deja escapar
Dicen que el tiempo lo cura todo
Pero el tiempo también se va
Y yo me quedo con lo eterno
Este amor que no sabe morir jamás
Si hay otra vida prométeme
No llegar tarde no huir otra vez
Que esta vez no nos separen
El miedo la culpa ni la piel
Y si no existe nada después
Déjame creer igual
Porque amarte fue lo más real
Que me pasó en esta soledad
Te amaré sin tocarte
Hasta volvernos a encontrar
Si la muerte fue tu camino
Yo te sigo en cada señal
No fuimos nada en esta vida
Pero en otra lo serás
Porque hay amores que no terminan
Solo aprenden a esperar
Aquí donde ya no duele el tiempo
Aquí donde aún te espero yo
Onde Ainda Te Espero
Nunca fomos nada diante do mundo
Só olhares furtados ao passar
Promessas que morreram em silêncio
Por medo de perder tudo sem começar
Você sempre ia embora antes do abraço
Eu aprendi a me calar por nós dois
Éramos um quase grande demais
Uma história escrita com adeus
E embora nunca tenhamos dito para ficar
O coração entendeu do mesmo jeito
Porque te amei sem te tocar
Te esperei sem tempo nem final
Agora que já não respiras
És ar que não se vai
Dizem que o amor morre
Mas o nosso aprendeu a cruzar
A linha entre a vida e a morte
Onde ainda te espero
Onde ainda estás
Hoje falo sozinha diante do teu nome
Gravado frio sobre o mármore cinza
Nunca soubeste o quanto te amava
Ou talvez soubesse e fingiu não ouvir
Não houve fotos nem aniversários
Nem um para sempre para lembrar
Só um amor que não teve corpo
Mas nunca deixou de sangrar
Se o destino foi quem nos negou
Eu o perdoo, mas não te esqueço
Porque te amei sem te tocar
Chorei por você sem poder te enterrar
Hoje o céu tem sua forma
E minha voz não te deixa escapar
Dizem que o tempo cura tudo
Mas o tempo também se vai
E eu fico com o eterno
Esse amor que não sabe morrer jamais
Se há outra vida, me prometa
Não chegar tarde, não fugir outra vez
Que desta vez nada nos separa
O medo, a culpa nem a pele
E se não existe nada depois
Deixa eu acreditar assim mesmo
Porque amar você foi o mais real
Que me aconteceu nesta solidão
Te amarei sem te tocar
Até nos reencontrarmos
Se a morte foi seu caminho
Eu te sigo em cada sinal
Não fomos nada nesta vida
Mas em outra serás
Porque há amores que não terminam
Só aprendem a esperar
Aqui onde o tempo já não dói
Aqui onde ainda te espero eu
Composição: Pablo Mauricio Cortes Martins