Dos Continentes
Te escribo cuando aquí amanece
Y allá la noche empieza a caer
Dos continentes marcando horarios
Pero el corazón no sabe de reloj ni de ayer
Trabajas sueños, estudio los míos
Prometemos no rendirnos hoy
Nos conocemos píxel a píxel
Pero el amor se siente en la voz
Hay dudas que muerden en silencio
Pero elegimos volver a creer
Desde la pantalla nos decimos te amo
Como si el vidrio pudiera romperse
Aunque la distancia nos mida en kilómetros
El alma no aprende a perderte
No hay frontera que frene este latido
Ni mapa que explique esta fe
Seremos dos mirándonos a los ojos
Cuando el destino nos deje otra vez
Hay celos que nacen del miedo
De no saber quién te ve dormir
Pero seguimos apostando al futuro
Porque rendirse también duele así
Guardamos planes en cada mensaje
Lugares que aún no existen
Ciudades que esperan nuestros pasos
Besos que todavía resisten
Si el mundo intenta separarnos
Nosotros aprendimos a esperar
Desde la pantalla nos prometemos todo
Con manos que aún no se tocan
Cada llamada es un puente invisible
Donde el amor nunca se equivoca
No somos menos por no estar juntos
Somos más por seguir aquí
Dos corazones en distintos cielos
Jurándose un mismo fin
Algún día no habrá señal
Ni despedidas en la voz
Solo el silencio de estar cerca
Respirando el mismo Sol
Y cuando te vea sin conexión
Sabré que valió la pena esperar
Porque amar así de lejos
También es una forma de luchar
Desde la pantalla empezó esta historia
Pero no termina ahí
Será cara a cara nuestra victoria
Cuando el tiempo nos diga que sí
Si el amor es creer sin tocar
Entonces yo creo en ti
Hasta que el mundo nos junte
Yo te elijo desde aquí
Dos continentes, un mismo latido
Dois Continentes
Te escrevo quando aqui amanhece
E lá a noite começa a cair
Dois continentes marcando horários
Mas o coração não entende de relógio nem de ontem
Você trabalha sonhos, eu estudo os meus
Prometemos não desistir hoje
Nos conhecemos pixel a pixel
Mas o amor se sente na voz
Há dúvidas que mordem em silêncio
Mas escolhemos voltar a acreditar
Da tela nos dizemos eu te amo
Como se o vidro pudesse quebrar
Embora a distância nos meça em quilômetros
A alma não aprende a te perder
Não há fronteira que impeça esse batimento
Nem mapa que explique essa fé
Seremos dois nos olhando nos olhos
Quando o destino nos deixar juntos de novo
Há ciúmes que nascem do medo
De não saber quem te vê dormir
Mas continuamos apostando no futuro
Porque desistir também dói assim
Guardamos planos em cada mensagem
Lugares que ainda não existem
Cidades que esperam nossos passos
Beijos que ainda resistem
Se o mundo tenta nos separar
Nós aprendemos a esperar
Da tela nos prometemos tudo
Com mãos que ainda não se tocam
Cada chamada é uma ponte invisível
Onde o amor nunca erra
Não somos menos por não estarmos juntos
Somos mais por estarmos aqui
Dois corações em céus diferentes
Jurando um mesmo destino
Um dia não haverá sinal
Nem despedidas na voz
Só o silêncio de estar perto
Respirando o mesmo Sol
E quando eu te ver sem conexão
Saberei que valeu a pena esperar
Porque amar assim de longe
Também é uma forma de lutar
Da tela começou essa história
Mas não termina aqui
Será cara a cara nossa vitória
Quando o tempo nos disser que sim
Se o amor é acreditar sem tocar
Então eu acredito em você
Até que o mundo nos junte
Eu te escolho daqui
Dois continentes, um mesmo batimento
Composição: Pablo Mauricio Cortes Martins