Rezos Que No Duermen
Caminas lento sobre vidrios rotos
Con los ojos huecos de tanto escapar
La noche te llama por otro nombre
Y el polvo promete lo que no da
Se apaga el brillo de tus pupilas
La risa ya no sabe volver
Cada mentira se siente eterna
Cada caída duele otra vez
Y en el espejo ya no te encuentras
Solo un reflejo que quiere huir
Almas atrapadas en cuerpos cansados
Rezándole al cielo para no caer
Los demonios bailan dentro de la sangre
Y la fe se ahoga en cada amanecer
El color de tus ojos se va muriendo
Las lágrimas no saben parar
Mientras una madre reza en silencio
Para que esta noche puedas regresar
Prometiste mil veces dejarlo todo
Mañana siempre empieza después
El tiempo se rompe en habitaciones
Donde el amor aprende a doler
Se rompe un corazón en cada intento
Se rompe la voz al pedir perdón
No es falta de ganas de ser distinto
Es guerra constante dentro del corazón
Y aunque el mundo te dé la espalda
Alguien aún cree en ti
Almas atrapadas en cuerpos cansados
Luchando solos contra su cruz
La droga promete llenar vacíos
Pero solo roba lo que eres tú
El color de tus ojos se va muriendo
Las lágrimas no dejan de arrastrarse
Mientras una madre reza de rodillas
Para que hoy no sea demasiado tarde
No eres el error que cometiste
No eres la herida que no cerró
Eres alguien pidiendo ayuda
En un idioma que nadie entendió
Si escuchas esta voz que tiembla
Si aún queda un pulso en tu piel
Todavía hay un camino de vuelta
Todavía puedes volver a ser
Almas atrapadas pero no perdidas
Aunque lo creas ya no hay luz
Cada paso fuera del infierno
Es una victoria contra el ayer y la cruz
Que el color de tus ojos regrese
Que el miedo te deje dormir
Que los rezos que nunca duermen
Te acompañen hasta sobrevivir
Y si caes, vuelve a intentarlo
Aún respiras, aún estás aquí
Rezos Que Não Dormem
Caminha devagar sobre vidros quebrados
Com os olhos vazios de tanto fugir
A noite te chama por outro nome
E a poeira promete o que não dá
Se apaga o brilho das tuas pupilas
A risada já não sabe voltar
Cada mentira se sente eterna
Cada queda dói de novo
E no espelho já não te encontras
Só um reflexo que quer fugir
Almas presas em corpos cansados
Rezando pro céu pra não cair
Os demônios dançam dentro da sangue
E a fé se afoga a cada amanhecer
O cor da teus olhos vai morrendo
As lágrimas não sabem parar
Enquanto uma mãe reza em silêncio
Pra que essa noite você possa voltar
Prometeu mil vezes deixar tudo
Amanhã sempre começa depois
O tempo se quebra em quartos
Onde o amor aprende a doer
Um coração se parte a cada tentativa
A voz se quebra ao pedir perdão
Não é falta de vontade de ser diferente
É guerra constante dentro do coração
E mesmo que o mundo te vire as costas
Alguém ainda acredita em você
Almas presas em corpos cansados
Lutando sozinhos contra sua cruz
A droga promete preencher vazios
Mas só rouba o que é você
O cor da teus olhos vai morrendo
As lágrimas não param de se arrastar
Enquanto uma mãe reza de joelhos
Pra que hoje não seja tarde demais
Você não é o erro que cometeu
Você não é a ferida que não fechou
Você é alguém pedindo ajuda
Em um idioma que ninguém entendeu
Se ouvir essa voz que treme
Se ainda há um pulso na sua pele
Ainda há um caminho de volta
Ainda dá pra você voltar a ser
Almas presas, mas não perdidas
Mesmo que você acredite, já não há luz
Cada passo fora do inferno
É uma vitória contra o ontem e a cruz
Que o cor dos teus olhos volte
Que o medo te deixe dormir
Que os rezos que nunca dormem
Te acompanhem até você sobreviver
E se cair, tente de novo
Ainda respira, ainda está aqui
Composição: Pablo Mauricio Cortes Martins