exibições de letras 69

Guerninca

Naeno Rocha

Letra

    Com a investida das feras
    E a procissão silenciosa das formigas
    O predaor toma distância de proximidades.
    Esperneia,
    Faz como quem vai desistir,
    Hiptoniza.
    E já se aproxima de mim
    Sou um Colizeu, só ruínas
    De espada e esporas,
    E um lastro podre sob os pés.
    O inimigo é uma fera larga
    E eu prentenso em minha defesa
    Não o olho, estou na luta.
    Nas tendências de gestos, embaraçosos.
    Na fricção do joelho na outra perna,
    O lamento do golpe acertado.
    E o tempo conta. Desce a linha da sombra
    E vai o rival crescendo e eu descendo.
    Pobre de mim, tudo que vem é contrário,
    É doloroso, é arbitrário.
    Armas que não se negociou,
    Surgem de todos os lados do meu escudo,
    E se renova o seu fulgor,
    E eu me abato, e saio,
    Caçando becos, olhando lados.
    E não feri, mais que em mim dói.
    É preciso lutar contra este deus mortal,
    Que não se cumpre, por gestos nem palavras.
    O que faz de mim,
    Ou o que permite que dele, faça.
    Somos dois exaustos
    Escorados pelas cabeças,
    Pelas tabelas. E a prenda bela,
    A recompensa, saiu pra retocar o rosto,
    Enquanto o díspare roedor,
    Deu mais uma volta
    E volta foi, de não voltar. Foi lavar-se na foz da rua.
    Eu marquei o chão com a minha cor.
    E o devaneio por embates,
    De ser guerreiro embainhado, escudado,
    Piorado em meus prós e contras.


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