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Nagô B.A Poesia de Favelado

Nagô B.A

Letra

    Minha poesia faz freguesia
    Pra deixar mano de ipocrisia
    Vou enchendo de verbo a barriga
    Da burguesia de ideologia
    E ideia certa
    Pelo certo mano chega da agonia
    Querem meu povo no fundo do poço
    Por causa da nossa etnia
    Prostrado rezando pedindo um milagre
    Coitada vei da avemaria

    Me sinto Daniel na cova dos leoes
    Matando um leao doto día
    Quem fazia uns trampos na madruga
    Hoje faz trap em quem diria
    Ideia perfura tipo as traçantes
    Chega os puto da até aritimia
    Na madruga o bonde vai passando
    Os corujas so tá bizoiando
    Comentando da prata da calça

    Tênis do boné que nós tá usando
    Tó suando na naite gastando avontade
    De role na nave quem sabe mastarde
    Eu tome um enquadre os vermes me ha pague
    Pensamento errado reprende
    De vaçilão man já tá cheio aquí
    Querem me ve preso cagado mijado
    Pagando o crime que não cometi
    Meu corpo gelado no marmorie

    Se isso é palhaçada eu até sorri
    Já tó cansado do seu mimimi
    Desacredito que eu iria chega
    Hoje faço show tenho até camarim
    Corte da navalha a vida é um fio
    Sou o desconforto do seu sonho tío
    0 neguinho aquí já passou a mil
    Esquivando de tudo e se nem viu
    Das casinhas armada cóco e facada

    Rajada grana tiro de fuzil
    Minha poesia vai dando azia
    Isso pra eles eu sei e barril
    Sequelado verme pro estado
    Por ter um som marginalizado
    Eu Sou pit Bull
    Um bicho feroz
    Nago B. A foda no porta voz
    Não esquece eu sou endomavel

    Homem bomba na mente do estado
    Foda-se pau nu cu arrombado
    Burguesia não ouvi meu som
    Falam que o preto aquí não tem dom
    Roubam verba pra bebendo shandon
    Minha letra não toca no radio
    Diz que o meu dialeto é errado
    Mau me ve já sou descriminado
    Igual a tía burguesa que aperta bolsa

    Ao me ver passa pro outro lado
    E letra versada ideia trocada
    Sem vacilação aquí nessa jogada
    So tem bomba morteiro e granada
    Não esquece das minha quadrada
    Meu pente tá cheio te corto pelo meio
    Mando flores pra sua finada
    Deixa teu corpo no meio da estrada
    Ou numa fabrica abandonada
    Não vacila não desacredita
    Sou sujeito home na minha caminhada


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