La berceuse
Papa, maman
Je vous deteste
Vous avez agit
Comme deux pestes
Vous aurez pu vous retenir
Pour m'éviter d'connaître le pire
Maman, papa
Avez-vous hontes
D'avoir donc comis
Là, cette faute
Vous êtes mes premiers boureau
Ricanant autour de mon berceau
Voici la berceuse
Qui résonne sans cesse dans ma tête creuse
grâce à vous pardi
J'en veux à l'amour
J'en veux à la pluie
Je me sens maudite
Voici la berceuse qui me saigne, l'envie
Papa, maman
Quelle faiblesse
Vous m'avez conçu
D'amour détresse
Et me voila comme prisonnière
De ma chaire et de mes pensées
Maman, papa
J'fesait la fête
Vous possant même jusqu'a l'éprouvette
Mais vou n'avez donc rien compris
Je n'voulais pas goutter la vie
Voici la berceuse
Qui résonne sans cesse dans ma tête creuse
Grâce à vous pardi
J'en veux à l'amour
J'en veux à la pluie
Je me sens maudite
voici la berceuse qui me saigne, l'envie
Papa, maman
Je vous déteste
Mais je vous aime.
A Canção de Ninar
Pai, mãe
Eu odeio vocês
Vocês agiram
Como duas pragas
Poderiam ter se segurado
Pra me evitar conhecer o pior
Mãe, pai
Vocês têm vergonha
De terem cometido
Essa falta aqui?
Vocês são meus primeiros algozes
Rindo ao redor do meu berço
Aqui está a canção de ninar
Que ressoa sem parar na minha cabeça vazia
Graças a vocês, claro
Eu estou com raiva do amor
Estou com raiva da chuva
Me sinto amaldiçoada
Aqui está a canção de ninar que me fere, a inveja
Pai, mãe
Que fraqueza
Vocês me conceberam
De um amor angustiado
E aqui estou eu como prisioneira
Do meu corpo e dos meus pensamentos
Mãe, pai
Eu estava festejando
Vocês me levaram até o laboratório
Mas vocês não entenderam nada
Eu não queria provar a vida
Aqui está a canção de ninar
Que ressoa sem parar na minha cabeça vazia
Graças a vocês, claro
Eu estou com raiva do amor
Estou com raiva da chuva
Me sinto amaldiçoada
Aqui está a canção de ninar que me fere, a inveja
Pai, mãe
Eu odeio vocês
Mas eu amo vocês.