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Transtorno

Nanpa Básico

Trastorno

Yo no estoy privado, que estoy depravado
Lanza los dados igual, nunca he ganado
El muerto no ha muerto, está disfrazado
Y golpéame un poco más fuerte, me gusta el sado

Alzado en armas y sin bandera
Recorta pétalos, hazme la bañera y
Mírame la boca y bésame los ojos
Y córate otro poco, quiero estar más rojo

No intentes camuflarte, que tengo infrarrojo
Y todo lo que cojo, lo mato, lo mojo
Escoge, un papelito o un paisaje
Pero no vengas conmigo, voy solo a mis viajes

¿Dónde está Rosita? Quiero una goterita
De esas que si la bebes, nadie resucita
Tengo una pajarita que no vuela, pero es mi favorita
Y mastico una rosa y escupo margaritas

El silencio no me está enfermando, yo enfermo el silencio
Lo tomo en mis manos y lo ahogo con aprecio
Si vales más que la pena, dime, ¿cuál es tu precio?
Y si yo soy doble cara, tú eres un trapecio

La Luna defeca estrellas sin que nadie las socorra
Le grito voy en seguida y me pongo una chamarra
El amor de mi vida lo perdí por una zorra
Y desde entonces me fornico una güitarra

Yo no tengo pactos, tampoco contactos
Mi boca es una balanza de gramaje exacto
Mi arte no es arte, es simbolismo abstracto
Y vivo en una cuadrícula donde ceno y redacto

La gente es asquerosa, hablo con las palomas
Ni yo las entiendo, ni ellas entienden mi idioma
No pregunto nada, no quiero vivir en Roma
Pero guárdame una habitación que me asilo en Sodoma

(En Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma)
Si me asilo en Sodoma, o en Sodoma
(En Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma)
O en Sodoma, ah

Yo quería un coro pegajoso, pero no, no, no, no, no
Hoy no sé yo, ya
Quería un coro con feeling pero no, no, no, no, no
Hoy no quiero hacer coros

Yo quería un coro pegajoso, pero no, no, no, no, no
Hoy no sé yo, ya
Quería un coro con feeling pero no, no, no, no, no
Hoy no quiero hacer coros

Transtorno

Eu não tô privado, tô depravado
Joga os dados igual, nunca ganhei
O morto não morreu, tá disfarçado
E me bate um pouco mais forte, eu gosto do sado

Levantado em armas e sem bandeira
Corta pétalas, faz minha banheira e
Olha pra minha boca e beija meus olhos
E corta mais um pouco, quero ficar mais vermelho

Não tenta se camuflar, que eu tenho infravermelho
E tudo que eu pego, eu mato, eu molho
Escolhe, um papelzinho ou uma paisagem
Mas não vem comigo, vou sozinho nas minhas viagens

Onde tá a Rosita? Quero uma goterinha
Daquelas que se você beber, ninguém ressuscita
Tenho uma pajarita que não voa, mas é minha favorita
E mastigo uma rosa e cuspo margaridas

O silêncio não tá me deixando doente, eu que deixo o silêncio doente
Eu pego nas minhas mãos e afogo com carinho
Se você vale mais que a pena, me diz, qual é seu preço?
E se eu sou de duas caras, você é um trapézio

A Lua caga estrelas sem que ninguém socorra
Eu grito que vou já e coloco uma jaqueta
O amor da minha vida eu perdi por uma vadia
E desde então eu me fodo com uma guitarra

Eu não tenho pactos, também não tenho contatos
Minha boca é uma balança de peso exato
Minha arte não é arte, é simbolismo abstrato
E eu vivo em uma grade onde janto e redijo

As pessoas são nojentas, falo com as pombas
Nem eu as entendo, nem elas entendem meu idioma
Não pergunto nada, não quero viver em Roma
Mas guarda um quarto pra mim que eu me asilo em Sodoma

(Em Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma)
Se eu me asilo em Sodoma, ou em Sodoma
(Em Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma, Sodoma)
Ou em Sodoma, ah

Eu queria um refrão grudento, mas não, não, não, não, não
Hoje não sei, já
Queria um refrão com feeling, mas não, não, não, não, não
Hoje não quero fazer refrões

Eu queria um refrão grudento, mas não, não, não, não, não
Hoje não sei, já
Queria um refrão com feeling, mas não, não, não, não, não
Hoje não quero fazer refrões

Composição: Camilo Andres Rojas Morales, Francisco David Rosero Serna