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Entediada

Natalia Oreiro

Aburrida

Voy a salir esta noche a patear el suelo
A quedarme en esos bares a amanecer
Para saber qué se oculta debajo del cielo
Para saber lo que nadie quiere conocer

Parte del juego es mirar siempre al otro lado
Una moneda no alcanza para hacer el bien
Ciega justicia del mundo que les han robado
La indiferencia es un arma clavada en la sien

Porque estoy aburrida de que nadie haga nada
De este mundo partido donde no importa el mañana
Estoy aburrida de esconder la mirada
Del dolor, del olvido, de esta vida tan profana

Dulce mirada que duerme en un banco frío
Sueña que el cielo lo abriga y lo aleja del mal
Solo la tierra en sus manos dibuja caminos
Que en la humedad de la calle se van a borrar

¿Cuánta basura hace falta para ahogar el río?
¿Cuánta miseria desnuda para entender
Que el mundo está agonizando y seguimos dormidos?
Hay que quitarse la venda y ponerse de pie

Porque estoy aburrida de que nadie haga nada
De este mundo partido donde no importa el mañana
Estoy aburrida de esconder la mirada
Del dolor, del olvido, de esta vida tan profana

Porque estoy aburrida de que nadie haga nada
De este mundo partido donde no importa el mañana

Porque estoy aburrida de que nadie haga nada
De este mundo partido donde no importa el mañana
Estoy aburrida de esconder la mirada
Del dolor, del olvido, de esta vida tan profana

Porque estoy aburrida de que nadie haga nada
De este mundo partido donde no importa el mañana
Estoy aburrida de esconder la mirada
Del dolor, del olvido, de esta vida tan profana

Entediada

Vou sair essa noite pra chutar o chão
Vou ficar nesses bares até amanhecer
Pra saber o que se esconde debaixo do céu
Pra saber o que ninguém quer conhecer

Parte do jogo é olhar sempre pro outro lado
Uma moeda não é suficiente pra fazer o bem
Justiça cega do mundo que lhes foi roubada
A indiferença é uma arma cravada na têmpora

Porque estou entediada de que ninguém faça nada
Desse mundo partido onde não importa o amanhã
Estou entediada de esconder o olhar
Da dor, do esquecimento, dessa vida tão profana

Doce olhar que dorme em um banco frio
Sonha que o céu o abriga e o afasta do mal
Só a terra em suas mãos desenha caminhos
Que na umidade da rua vão se apagar

Quanta sujeira é preciso pra afogar o rio?
Quanta miséria nua pra entender
Que o mundo está agonizando e seguimos dormindo?
É preciso tirar a venda e se levantar

Porque estou entediada de que ninguém faça nada
Desse mundo partido onde não importa o amanhã
Estou entediada de esconder o olhar
Da dor, do esquecimento, dessa vida tão profana

Porque estou entediada de que ninguém faça nada
Desse mundo partido onde não importa o amanhã

Porque estou entediada de que ninguém faça nada
Desse mundo partido onde não importa o amanhã
Estou entediada de esconder o olhar
Da dor, do esquecimento, dessa vida tão profana

Porque estou entediada de que ninguém faça nada
Desse mundo partido onde não importa o amanhã
Estou entediada de esconder o olhar
Da dor, do esquecimento, dessa vida tão profana

Composição: