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Uma Fotografia na Moldura

Natalino Otto

Una Fotografia Nella Cornice

Nella mia stanzetta giã da tanto tempo
c'è una cornicetta stile quattrocento.
Una saggia mano l'ha dipinta con amor,
qualche foglia d'oro e uno stemma con due cuor.

Nella vecchia cornice ho cambiato fotografia,
quel visetto felice non c'è più, se ne è andato via.
Ma nel toglierla, ahimè, ho provato un non so che,
c'era scritto: "Voglio bene solo a te".

Par che dicano i fiori "Ma perchè se ne è andata via",
e lo stemma coi cuori soffre molto di nostalgia.
Quella patina d'or contro il tempo lotta ancor,
lentamente perde il magico splendor.

Restò vuota così la cornice molti dì,
solitaria e triste senza quel visin.
Ma oggi sono felice, una nuova fotografia
dentro quella cornice fa fuggire ogni nostalgia.

Non sapete chi è,
non lo posso dir perchè
è una gioia
che appartiene solo a me.

Son passati gli anni e la mia cornice
sfida ancora il tempo e mi fã felice.
Quella grande gioia che in passato conservò,
oggi è a me vicina e un'altra gioia mi donò.

Nella vecchia cornice ho cambiato fotografia,
c'è un visetto felice che fuggir fã ogni nostalgia.
Nei suoi riccioli d'or, una fata, con amor,
sorridendo mise un velo tutto d'or.

Come candide rose, le sue gote son vellutate,
come il sol luminose, le pupille quasi azzurrate.
Nel sorridere, già un forziere mostrerà,
due dentini bianchi bianchi stanno là.

Così, tra quei due cuor,
la cornice tutta d'or
quel ritratto tiene caro
come allor.

Nella vecchia cornice rimarrà la fotografia
con la frase che dice "Questa dedica non è mia.
Me l'ha scritta mammà, tanti baci al mio papà".
La canzone del mio amor finisce quà.

Finisce qua!
È il quadretto della mia felicità!

Uma Fotografia na Moldura

Na minha quartinha já faz tempo
há uma moldurinha estilo quinhentos.
Uma mão sábia a pintou com amor,
algumas folhas de ouro e um brasão com dois corações.

Na velha moldura eu troquei a fotografia,
aquele rostinho feliz não está mais aqui, foi embora.
Mas ao tirá-la, ah, eu senti um não sei o quê,
estava escrito: "Amo só você".

Parece que as flores dizem "Mas por que ela se foi",
e o brasão com os corações sofre muito de saudade.
Aquela patina de ouro contra o tempo ainda luta,
lentamente perde o mágico esplendor.

Ficou vazia assim a moldura por muitos dias,
solitária e triste sem aquele rostinho.
Mas hoje estou feliz, uma nova fotografia
dentro daquela moldura faz fugir toda a saudade.

Vocês não sabem quem é,
não posso dizer porque
é uma alegria
que pertence só a mim.

Já se passaram os anos e minha moldura
ainda desafia o tempo e me faz feliz.
Aquela grande alegria que no passado guardou,
hoje está perto de mim e outra alegria me deu.

Na velha moldura eu troquei a fotografia,
há um rostinho feliz que faz fugir toda a saudade.
Nos seus cachinhos dourados, uma fada, com amor,
sorrindo colocou um véu todo de ouro.

Como rosas brancas, suas bochechas são aveludadas,
como o sol luminoso, suas pupilas quase azuis.
Ao sorrir, já um baú mostrará,
dois dentinhos branquíssimos estão lá.

Assim, entre aqueles dois corações,
a moldura toda de ouro
aquele retrato guarda com carinho
como antes.

Na velha moldura ficará a fotografia
com a frase que diz "Esta dedicatória não é minha.
Foi mamãe que escreveu, muitos beijos pro meu papai".
A canção do meu amor termina aqui.

Termina aqui!
É o quadrinho da minha felicidade!