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O vampiro Tupiniquim

Nato Lopes

Cheguei de longe, de além-mar
Com sede de sangue e pronto pra ficar
Mas no calor desse país tropical
Ser vampiro é um pouco anormal

Sol de rachar, coxinha e café
Cadê os castelos? Só tem chalé
Garota de Ipanema, queria te morder
Mas esse bronzeado pode me doer

Oh não, virei vampiro tupiniquim
De capa preta no meio do Pelourinho
Churrasco e samba, como é que eu vou viver?
Se cada mordida tem gosto de açaí com dendê?

Tentei assustar um grupo na praia
Mas riram de mim, chamaram de gótico da Bahia
No Castelinho do Flamengo fui me esconder
Mas tinha um pagode e comecei a bater o pé

Cravo e alho no feijão tropeiro
Meu terror agora é só o brigadeiro
Queria castelos, gota de horror
Mas só me oferecem caipirinha e amor

Oh não, virei vampiro tupiniquim
De capa preta no meio do Pelourinho
Churrasco e samba, como é que eu vou viver?
Se cada mordida tem gosto de açaí com dendê?

Noite estrelada, olhando o mar
Será que Drácula ia gostar?
Aqui tem festa, tem carnaval
Mas não tem trevas, não tem mortal

Quer saber? Melhor me acostumar
Caiu um forró, já quero dançar
Vampiro no Brasil, que coisa sem nexo
Mas se tem pão de queijo
Então eu fico por perto!

Açaí com dendê
O que é que eu vou fazer?


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