Pupa
Dentro da minha cabeça, uma ideia dorme
Fora da imaginação, assim, segurando a respiração
Alguém se aproxima, colher queimada
Submissa à razão, me sentindo um lixo
Nem um piscar de olhos é permitido
Numa sociedade estreita, nasceu um parasita
Pode ir embora
Borboleta dançando na palma de Deus
Um sol tão negro que queima suas asas
Nós, um corpo incompleto e sem graça
Mas, quem se importa?
Aqui, no fim do inferno
Não importa o que eu escolha
A sorte ou o azar são meus, não é?
Ninguém pode me tirar isso
Vamos em direção ao final ruim, nós, corpo incompleto
Neste mundo, amanhã vai trazer alguma resposta?
Amanhã vai mudar alguma coisa?
Perdido, rolando de forma ridícula
De qualquer jeito, somos Pupa
Milhares, milhões, bilhões de consciências se cruzando
Bobo, pique, pique, pique, pique-ô
Incendiando razões sem sentido, pegando fogo
Todos abandonados, um palhaço
Enrolando, quebrando a casca
Hoje é um dia de festa
Vamos lá, comemore em grande estilo!
De qualquer ângulo, de qualquer jeito
Um truque de arte feito por idiotas
A raiva não passa, a vida não avança
Invisível, uma agitação frustrante (Ah)
O que me fizeram, eu devolvo
O que me tiraram, eu vou pegar de volta
Só resta a cabeça
Eu não me importo, tá tranquilo
Borboleta dançando na palma de Deus
As asas derretendo e caindo, como Ícaro
Ninguém pode tirar isso, corpo incompleto
E, não me importo mais!
Aqui, no fim do inferno
Eu estava te esperando
Um final ruim que faz o coração tremer
Não é esperança, nem desespero
Vá além, nós, corpo incompleto
Neste mundo, se eu desejar, vou entender?
Se eu orar, vai mudar alguma coisa?
Não adianta ficar perdido
De qualquer jeito, somos Pupa
Fomos em direção ao fim do mundo
Nós conquistamos a liberdade
Mesmo sem asas, conseguimos alcançar
Vamos mais longe, além do que podemos
Fomos em direção ao fim do mundo
Nós conquistamos a liberdade
Mesmo sem asas, conseguimos alcançar
Vamos mais longe, além do que podemos