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Ninguém Me Viu Sair

nebullum

No One Saw Me Leave

I was thirteen when I first thought
Maybe I could just disappear
Not in a movie way, not in a poem
Just gone, like a light switched off in an empty room
In the quiet of my heart, a shadow grew

And no one saw me leave, no one ever does
Just a breath held in the cold, a whisper in the dust
This heavy ghost inside, a truth I can't outrun
No one saw me leave, before the day was done

I tried to tell someone once, the words stuck in my throat
So I swallowed them, let them rot inside, a silent, bitter note
And nobody noticed the silence growing, a chasm in my soul
Another day slipped by, another story left untold

And no one saw me leave, no one ever does
Just a breath held in the cold, a whisper in the dust
This heavy ghost inside, a truth I can't outrun
No one saw me leave, before the day was done

I walked the streets at midnight, counting the cracks in the pavement
Each one a reason, each one a memory, a moment heaven-sent
I wondered if anyone would remember me, if I left quietly, without a sound
Just a fading echo, on forgotten ground

And no one saw me leave, no one ever does
Just a breath held in the cold, a whisper in the dust
This heavy ghost inside, a truth I can't outrun
No one saw me leave, before the day was done

I stood on the bridge, watched the water move, it didn't call to me
It just waited, like it knew I'd come back, for the silent company
And I did, every night, until I stopped hoping for rescue, a futile, broken plea
Now I keep my secrets in my shoes, so when I run, they come with me
A quiet weight, a silent vow, for all the world to see, but never truly know

No one saw me leave
No one ever does
Just the space where I used to be
A breath
Gone with the breeze
No one saw me leave
No one
Ever does

Ninguém Me Viu Sair

Eu tinha treze anos quando pensei pela primeira vez
Talvez eu pudesse simplesmente desaparecer
Não de um jeito de filme, não em um poema
Apenas sumir, como uma luz apagada em um quarto vazio
No silêncio do meu coração, uma sombra cresceu

E ninguém me viu sair, ninguém nunca vê
Apenas uma respiração presa no frio, um sussurro na poeira
Esse fantasma pesado dentro de mim, uma verdade que não consigo escapar
Ninguém me viu sair, antes que o dia acabasse

Eu tentei contar a alguém uma vez, as palavras travaram na minha garganta
Então eu as engoli, deixei apodrecer dentro, uma nota silenciosa e amarga
E ninguém percebeu o silêncio crescendo, um abismo na minha alma
Mais um dia passou, mais uma história deixada sem contar

E ninguém me viu sair, ninguém nunca vê
Apenas uma respiração presa no frio, um sussurro na poeira
Esse fantasma pesado dentro de mim, uma verdade que não consigo escapar
Ninguém me viu sair, antes que o dia acabasse

Eu andei pelas ruas à meia-noite, contando as rachaduras na calçada
Cada uma uma razão, cada uma uma memória, um momento enviado do céu
Eu me perguntei se alguém se lembraria de mim, se eu saísse quieto, sem fazer barulho
Apenas um eco desvanecendo, em um chão esquecido

E ninguém me viu sair, ninguém nunca vê
Apenas uma respiração presa no frio, um sussurro na poeira
Esse fantasma pesado dentro de mim, uma verdade que não consigo escapar
Ninguém me viu sair, antes que o dia acabasse

Eu fiquei na ponte, assisti a água se mover, ela não me chamou
Apenas esperou, como se soubesse que eu voltaria, pela companhia silenciosa
E eu voltei, todas as noites, até parar de esperar por um resgate, um pedido fútil e quebrado
Agora guardo meus segredos nos meus sapatos, então quando eu correr, eles vêm comigo
Um peso silencioso, um voto mudo, para o mundo todo ver, mas nunca realmente saber

Ninguém me viu sair
Ninguém nunca vê
Apenas o espaço onde eu costumava estar
Uma respiração
Levou com a brisa
Ninguém me viu sair
Ninguém
Nunca vê

Composição: Guiwbert Moyo