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Desejo (A Aurora e o Crisálida)

Necare

Desire (The Dawn & The Chrysalis)

If your embrace were a chrysalis.
I would weather callous frosts - or die inside.
A madrigal, slow-breathing.
Your pale shoulders and flow of hair.
Solitude, what have you done?
My lifeless fingers trace the surface.
For these lines exist in lithic memory.
In colonnades where light, weight, and form.
Shatter like a thousand breaking bones.
Above a sea of twisted limbs.
What have you done?
Fuck your beautiful world.
The doubt in your heart made no amends.
The doubt in your heart left nothing for me.
I often return to the frozen ground where I laid with you.
When I gaze across the fields I understand the beauty of dying leaves.
And why the dying trees reach to touch a faraway sun.
And why I have become a forlorn wreck of fleeting intangibles.
My better nature scorched in the crucible that is you.
I hate.
Yearn.
Despair.
And lust.
Desire, what have you done?
What have I become?
I am nothing.
I am nothing.
Nothing.

Desejo (A Aurora e o Crisálida)

Se seu abraço fosse um crisálida.
Eu enfrentaria geadas cruéis - ou morreria por dentro.
Um madrigal, respirando devagar.
Seus ombros pálidos e o fluxo do seu cabelo.
Solidão, o que você fez?
Meus dedos sem vida traçam a superfície.
Pois essas linhas existem na memória litográfica.
Em colunatas onde luz, peso e forma.
Se despedaçam como mil ossos quebrando.
Acima de um mar de membros retorcidos.
O que você fez?
Que se dane seu mundo lindo.
A dúvida no seu coração não fez reparos.
A dúvida no seu coração não deixou nada pra mim.
Eu frequentemente volto ao chão congelado onde estive com você.
Quando olho pelos campos, entendo a beleza das folhas que morrem.
E por que as árvores moribundas se estendem para tocar um sol distante.
E por que me tornei um destroço triste de intangíveis efêmeros.
Minha melhor natureza queimada no cadinho que é você.
Eu odeio.
Anseio.
Desespero.
E luxúria.
Desejo, o que você fez?
O que eu me tornei?
Eu sou nada.
Eu sou nada.
Nada.

Composição: