Tesarul De Lumini
În arc de vînt, trezesc un gînd
Ce suflã-n zare desteptare...
În rîu de salbã selenarã
Curge soma vesniciei
Pe drum bãtut cu piatra rarã.
Scãldat în spume ancestrale
Încãlzit rubinul varsã
Prin duh de foc cu limba arsã,
Pe loc trecut de noapte lungã,
În timp bãtrîn si fãrã umbrã.
În arc de vînt, trezesc în gînd,
Din ceatã-nflãcãratã un trup
Sorbit din stele siderale,
De soi de plasmã neînchegatã,
Din fir de apã fermecatã.
Prind dorinta-n arc de vînt
S-o sufle-n forma ce va sã vie.
De pãmînt sã prindã trupul,
Ca din vis sã se iveascã
Iar din pãlmi sã nascã faptã.
O Arco de Luz
No arco do vento, desperto um pensamento
Que sopra no ar, trazendo a clareza...
No rio de uma lua selvagem
Flui a essência da eternidade
Pela estrada batida com pedras raras.
Banho em espumas ancestrais
O rubi derrama
Pelo espírito de fogo com a língua queimada,
No lugar marcado por uma longa noite,
No tempo velho e sem sombra.
No arco do vento, desperto em pensamento,
De uma névoa flamejante um corpo
Absorvido de estrelas siderais,
De uma essência de plasma não contida,
De um fio de água encantada.
Prendo o desejo no arco do vento
Para soprá-lo na forma que está por vir.
Que do chão agarre o corpo,
Para que do sonho ele surja
E das palmas nasça a ação.