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Desdobrando

Negura Bunget

Înarborat

Despicã-mi oglinda de dincolo,
Cu a ochilor ascutime...
Chip ce neclintit se asterne-n sine.
Tintesc lumile, întorc luminile
Liniste lãuntricã se dezveleste
Dincolo de a mintii serpuire.

Despic cãrarea nerostirii, prãbusitã-n nemiscare
Umblet prin suflet pe sfori de nepãsit.
Cuvinte surde croiesc prin minte,
Nori de vorbe îndeasã neîncetat
Zumzãind cu sunet aspru.
Cãtre stînga rãsucesc privirea
Ce strãpunge scutul lãuntric, tãcere
Cuprins de eterna negîndire.

Calmã adiere ce de dincolo mã trage
De-a curmezis de lume, purtatu-s de Zefir
De la începuturi cãtre Nadir
Întelept domnit, alunecînd ca prin vis,
Albind întunecatii mei strãmosi de stîncã.

Despic puterea,
Cu a ochilor asprime,
În mãduva bradului de veci,
Si cum stau înaintea-mi,
Înghitit neantului
Înãuntru-mi privesc
Asa aproape de mine,
Strãluminat de cel ochi, mãiastru
Si insumi sunt.

Desdobrando

Despeça-me o espelho de lá de fora,
Com a afiação dos olhos...
Um rosto que se impõe em mim.
Os mundos se tingem, as luzes se viram
A calma interior se revela
Além da serpente da mente.

Desfaço o caminho do não dito, desmoronado na imobilidade
Caminhando pela alma em cordas de intransigência.
Palavras surdas cortam pela mente,
Nuvens de palavras se acumulam incessantemente
Zumbindo com som áspero.
Para a esquerda torço o olhar
Que fura o escudo interior, silêncio
Abarcando a eterna falta de pensamento.

Uma brisa calma que de lá me puxa
De atravessado pelo mundo, levado pelo Zéfiro
Do começo ao Nadir
Governando sabiamente, escorregando como em sonho,
Branquear os meus ancestrais sombrios de rocha.

Desfaço o poder,
Com a afiação dos olhos,
Na essência do pinheiro eterno,
E como estou diante de mim,
Engolido pelo nada
Dentro de mim olho
Tão perto de mim,
Iluminado por aquele olhar, mágico
E eu mesmo sou.