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Desdobramento

Negura Bunget

Dedesubtul

În sînul venelor pãmîntului,
Cad în hãul de sub care,
Foc ascuns sub încuietoare;
Focul viu, mereu nestins,
Strãpunge trupul chinului
Arzînd Gemma tãinuitã
Tintuind în vîrf de spadã
Sã despartã despãrtitul,
Sã înnoade înnãditul.

În ochi de ape subterane
Picurînd sclipirea,
Rostogolesc cristale
Din roua lacrimilor ascunse.

Cap, vas cu gînduri neînsemnate,
În clocot prinde sã se spargã
Si împrãstie înflãcãrate
Scîntei de-nsufletire amarã.
Din sudoarea fruntii lor
Întru schimbare sã se iveascã
Strop de apa cristalinã...
Sã-ntoarcã mãiestritul, cristal din apã
De fãpturã pãmînteascã.

Deasupra adîncului în nechemare,
Duh purtat peste înflãcãrate
Ape întunecate,
Sã se coboare si sã-nconjoare
În chip neobisnuit pe om,
Cît mai adînc crestînd
Pînã-n lipsa de înfãtisare.

Desdobramento

No seio das veias da terra,
Caio no abismo debaixo do qual,
Fogo escondido sob a fechadura;
O fogo vivo, sempre aceso,
Penetra o corpo do sofrimento
Queimando a Gemma oculta
Apertando na ponta da espada
Para separar o separado,
Para amarrar o amarrado.

Nos olhos de águas subterrâneas
Gotejando o brilho,
Rolam cristais
Da orvalho das lágrimas escondidas.

Cabeça, vaso com pensamentos insignificantes,
Em ebulição começa a se estilhaçar
E espalha em chamas
Centelhas de amargura vivida.
Do suor de suas testas
Para que na mudança surja
Gota de água cristalina...
Para retornar o mestre, cristal da água
De criatura terrena.

Acima do abismo em não-chamado,
Espírito levado sobre as chamas
Águas escuras,
Para descer e cercar
De maneira incomum o homem,
Quanto mais fundo crescendo
Até a falta de aparência.

Composição: