De Piatrã
Pãtruns de nãzuintã
Astern un trup din nou,
Si pieptãn fire luminoase...
Sunt primul om ce tese lumina,
Sunt primul om ce-si tese lumea,
...cu vesmînt de sclipire surã,
De curînd aprinsã-n a luminii umbrã...
Cufundat în nerostire
În tãcerea tuturor,
Deslusit, în fel de nedeslusit.
Însemnat în sensuri,
Pline de-ntelesuri.
Sunt omul ce re-nnoieste
Din fiara înflãcãratã
Înãltat spre vultur.
Untdelemnul ce nu arde
Si smaraldul ce prinde
Împãtimirea sufletului.
Mãsura, ce cîntãreste lumea
Prin judecata linistitã;
Judecata ce nu judecã.
Lumina ce se strînge
Ca-ncordare a duhului,
În vointa fãr' de dorintã.
Ochi de lapte,
Plin ochi de forme...
Clãtit în patru colturi,
De car' se prinde lumea,
Spãlat de cenusã în mierea soarelui
Înnodat cu nimb de netezire.
Topesc în mine mierea veche,
Roua sumbrã de sub pragul
Asfintitã casã, în capãt ei,
Asfintitã, ca sã încapã tei,
...din cele patru colturi...
Altoind în mine, cu soi ales
Las sã prindã roade,
În trãiri si glas cu chibzuintã.
Fãrã asteptãri, îndrept,
Si-mi drãmuiesc rãbdarea.
În tot ce-i vis si asteptare…
Strîngem comori în semne,
Sã cufundãm în noi adînc trãirea,
Ca „eu" sã nu mã spulber,
Ca „eu" sã nu mã uit,
Sã nu piarã a mea oglindire,
Ca lumea-ntreagã sã nu se piardã.
De Piatrã
Pãtruns de não sei o quê
Apare um corpo de novo,
E peitos de luz brilhante...
Sou o primeiro a tecer a luz,
Sou o primeiro a tecer o mundo,
...com vestes de brilho prateado,
Recentemente aceso na sombra da luz...
Afundado em silêncio
Na calma de todos,
Desvendado, de um jeito indecifrável.
Marcado em significados,
Cheio de entendimentos.
Sou o homem que renova
Da fera em chamas
Elevado como um águia.
O óleo que não queima
E a esmeralda que captura
A paixão da alma.
A medida que pesa o mundo
Pela avaliação tranquila;
A avaliação que não julga.
A luz que se concentra
Como a tensão do espírito,
Na vontade sem desejo.
Olhos de leite,
Olhos cheios de formas...
Limpado em quatro cantos,
Do carro que prende o mundo,
Lavado de cinzas no mel do sol
Amarrado com um halo de suavidade.
Derreto em mim o mel antigo,
O orvalho sombrio debaixo do limiar
Da casa ao pôr do sol,
Pôr do sol, para caber o til,
...dos quatro cantos...
Aprimorando em mim, com um tipo escolhido
Deixo que frutifique,
Em vivências e vozes com sabedoria.
Sem expectativas, me endireito,
E administro minha paciência.
Em tudo que é sonho e espera...
Acumulamos tesouros em sinais,
Para afundar em nós a profunda vivência,
Para que "eu" não me disperse,
Para que "eu" não me esqueça,
Para que meu reflexo não desapareça,
Para que o mundo inteiro não se perca.