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Células de Ilusão

Negura Bunget

Cel Din Urmã Vis

În gol mã vîntur nimicniciei,
Fãrã însemnare se sorb prãvale…
Vînturat ce-n zãri se stinge,
Fãrã crutare,
Tot ce-i dor si înclestare.

Un sir foit se rãsfoieste,
Un ghem de vise încolteste.

Tãrîm strãvechi rãscolit de miraje,
Unde clipele-mi pier
Cînd mijlocu-mi se cascã-n zare.
…si înãuntru-mi se goleste
Despletit de sfori de fel
Ce viscolesc nemãrginirea.

Golitoarea ce seninã muscã,
Soarbe seva ce-a scãzut în vine.
Uscat vînt crapã cerul... gurii
Ce scuipã vãpãi de viu foc în beznã.
Despleteste... mãruntit...
Grãbit, cãtre nimic rãsfirat...
Încetinit se mistuie, dogorind de jale
În nimicnicia ne-nsufletitoare.

Vãrsãtoarea ce-n formã toarnã stele-ncinse
Ce-ntoarce necuprinsul si-i reda suflarea.
Inmultit si preamãrit
Înãltat în pîntec scapãrã scîntei...
Mãnunchi mãiestrit si dibãcit de-nrosire
Glorie, ce-n om îsi gãseste firea.

Células de Ilusão

No vazio eu me perco na insignificância,
Sem importância, eu engulo abismos…
Vento que nas alturas se apaga,
Sem piedade,
Tudo que é dor e aperto.

Uma linha torcida se desenrola,
Um novelo de sonhos se entrelaça.

Terras antigas remexidas por miragens,
Onde os momentos se perdem
Quando meu meio se abre para o horizonte.
…e dentro de mim se esvazia
Desfeito de cordas de todo tipo
Que varrem a imensidão.

O vazio que a serenidade morde,
Absorve a seiva que desceu nas veias.
Vento seco racha o céu... da boca
Que cospe chamas vivas na escuridão.
Desfaz... triturado...
Apressado, rumo ao nada disperso...
Aos poucos se consome, ardendo de tristeza
Na insignificância sem alma.

A torrente que em forma derrama estrelas quentes
Que transforma o incomensurável e lhe devolve o fôlego.
Multiplicado e glorificado
Elevado no ventre, faíscas escapam...
Um feixe habilidoso e tingido de rubor
Glória, que no homem encontra sua essência.

Composição: