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À Beira do Mundo

Negura Bunget

La Marginea Lumii

Cîntec de zori din lumi fãrã de sori
Treze te amurgu' negru
Mii murind, ascultã puterea viilor
ªi carnea, mi-i mai aproape

Carne ce simte greutatea spiritului, descãtu at
Suflet, desãvâr ind ce mintea nu mai prinde
Lumi ce se despart, din nouri fãrã soare
Rodesc destine, desprinse din suspine

Ars soare cu pãmânt încins
Dogorît, sufletu'n coborî de munte
Pieziã se ridicã zãpada timpului 'mpietrit
Norii ce-n cerc î mica zarea.

Încercînd, altfel se aeazã
Om descãtu eazã, suflet dezvelit
De nor golit, o scarã spre cer
Adîncit mister o zare-na teptare

Pãmînt sterp, piatrã arsã-n pustiu de lume
Încet timpul încovoaie relele lumii dedesubt
'nsemnaþi semenii timei scuipã foc
De susi de jos, de josi în sus suflu vital firii

À Beira do Mundo

Canção da aurora em mundos sem sol
Treze, te amo, negrura
Mil morrendo, escuta o poder dos vivos
E a carne, está mais perto de mim

Carne que sente o peso do espírito, liberta-te
Alma, perfeita, que a mente não mais alcança
Mundos que se separam, de nuvens sem sol
Destinos roem, desprendidos de suspiros

Sol queimado com terra ardente
Queimado, a alma desce da montanha
A neve do tempo petrificado se levanta
As nuvens que em círculo cercam o horizonte.

Tentando, de outra forma se acomoda
Homem liberto, alma descoberta
De nuvem esvaziada, uma escada para o céu
Misterioso profundo, um horizonte em espera

Terra estéril, pedra queimada no deserto do mundo
Devagar o tempo curva as maldades do mundo por baixo
Os insignificantes irmãos cuspindo fogo
De cima para baixo, de baixo para cima, sopro vital da natureza.

Composição: Negura Bunget