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II

Negura Bunget

II

Catre sipotu da piatra, din padurea deasa, deasa si intunecoasa
Pleca dimineata, pa roua, pa ceata, pa roua nepascuta,
Cu roua-n picioare, cu ceata-n spinare.
Opspe suliti pin-n apus.
Sus la naltu cerului, la razele soarelui, 'n revarsatu zorilor
La greu coboris, verde alunis, galban paltinis.
Foaie da mugur da stinjen eu is baci aci la munte.
Cind rasare mindru soare ias cu turma pe razoare,
Cind rasare mindra luna zic, codrului noapte buna,
Si ma leagana frunza, si m-adoarme lin doina,
Si ma leagana gindu, si m-adoarme fluieru.
Mindra matraguna, iarb-a padurii, floarea padurii, lasa-ma sa te culeg,
Sub claru lunii, 'n mijlocu padurii, din gradina Dinsalor.
La mijloc da noapte deasa, luna singura dascoasa, vraja sigura sa iasa.
Stapinele ale vintului, Dusmanele ale pamintului
Stati in urma-mi, calea da mi-i da, vraja da la sine sa facea.
Pe nalt virf da magura, ceata si negura
Da jos, jos din vale, pina hat... in zare...
Si din munte-n munte, si din plai in plai, pina-n piatra-n piatra,
(Muntii cu risii, codrii cu ursii, magurile cu fiarele, bitcele cu ciutele
Stincile cu vulpile, dumbravi cu izvoarele, tati adinc priveau... si sa minunau.)
In vinturi si-n volburi, din vinturi aruncat, si trimes, in putu cu jgheab
Sa masoare pamintu, pamintu cu umbletu, si ceru cu cugetu.
Si pre calea ratacitilor, inspre Ursu Mare... 'n Tara da Sus.
Ceru megies, sfatosenia graieste.
(Codru sa cutremura, ulmi si brazi sa clatina, fagi si paltini sa pleca,
Fruntea da i-o racorea, mina da i-o saruta si cu freamat da-l plingea.)
Sa masoare pamintu, pamintu cu umbletu, si ceru cu fulgeru.
In cringu cerului, din sorbu pamintului.
Zau!
P-un drum in dasis, la vechi alunis
La picior da munte, pe dealuri marunte,
Prin plaiuri tacute, da vinturi batute,
Noaptea-n codrii ma apuca, codrilor le sunt naluca
Naluca purtata, din vechi vremi uitata.
Verde mugur brad da munte, pe dealuri marunte,
Cu plaiuri tacute, da vinturi suflate si da ploi udate,
Nedei si sintilii, iata, intre munti si deal, glas navalnic greu rasuna, din vazduh.
Pretutindeni 'ncet s-aduna, la foc; da sub clar da luna!
Hora apriga sa-ncinge, muntilor ii tie chinge,
Sa unesc, si-n tara asta, cea da dincolo o trec,
Tirg da dat. Da dind dai, muntelui pe loc te tai. Ii-esti!

II

Catre a pedra, da floresta densa, densa e escura
Partiu de manhã, pela orvalho, pela neblina, pelo orvalho não pastado,
Com orvalho nos pés, com neblina nas costas.
Oito flechas pelo pôr do sol.
Lá no alto do céu, nos raios do sol, ao amanhecer
Desce pesado, verde avelã, amarelo o plátano.
Folha de broto, eu sou o pastor aqui na montanha.
Quando o sol bonito nasce, eu saio com o rebanho nos campos,
Quando a lua bonita surge, digo, boa noite à floresta,
E a folha me embala, e a canção me adormece,
E o pensamento me embala, e a flauta me faz dormir.
Linda matraguna, erva da floresta, flor da floresta, deixa eu te colher,
Sob a luz da lua, no meio da floresta, no jardim deles.
No meio da noite densa, a lua sozinha brilha, a magia sai segura.
As senhoras do vento, as inimigas da terra
Fiquem para trás, o caminho me é dado, a magia se faz sozinha.
No alto do pico da montanha, neblina e escuridão
Desce, desce do vale, até lá... no horizonte...
E de montanha em montanha, e de planície em planície, até na pedra, na pedra,
(As montanhas com risos, as florestas com ursos, os morros com feras, os vales com cervos
As rochas com raposas, os bosques com fontes, todos olhavam fundo... e se admiravam.)
Nos ventos e nas turbulências, lançado pelos ventos, e enviado, no buraco com a calha
Para medir a terra, a terra com o andar, e o céu com o pensamento.
E pelo caminho dos perdidos, em direção ao Urso Grande... na Terra do Alto.
O céu é vizinho, a sabedoria fala.
(A floresta treme, os olmos e pinheiros balançam, os faias e plátanos se curvam,
A testa refresca, a mão beija e com o murmúrio chora.)
Para medir a terra, a terra com o andar, e o céu com o relâmpago.
No canto do céu, do seio da terra.
Verdade!
Por um caminho na densa, na velha avelã
Ao pé da montanha, nas colinas pequenas,
Por planícies silenciosas, de ventos batidos,
A noite na floresta me pega, sou a ilusão das florestas
Ilusão levada, de tempos antigos esquecida.
Verde broto de abeto da montanha, nas colinas pequenas,
Com planícies silenciosas, de ventos soprados e de chuvas molhadas,
Nedei e sintilii, eis, entre montanhas e colinas, a voz estrondosa ressoa, do ar.
Por toda parte lentamente se reúne, ao fogo; sob a luz da lua!
A dança acesa começa, os montes se unem,
Para se unir, e nesta terra, a que está do outro lado, eu passo,
Mercado e dado. E dando e dando, na montanha você se corta. Você é!

Composição: Negura Bunget