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Uivos na Floresta

Negura Bunget

IIII

In padure urla lupii, ger napraznic sa porneste
Tat in cale inlemneste, impietreste si topeste.
Colo sus la nalt da munte, neaua-i d-un genunche,
Vintu cind a bate, prin oi o razbate.
Drept viteaz, sub namete-m sta, baci batrin imi asculta
Daspre tat si toate, intelept il invata,
Ciinele si fluieru alunga-ncet doru, dor da tat si toate
Al de-a lumii date.
D-afara crivatu mugeste, neaua cum cerneste
Intunericu patrunde, neagra noapte inconjoara tat.
Gadinet incet isi misca gitu...
Si dodata... sa porneste!
Haita lupului, chiar din Luparie!
Ceru inghetat si negru, da indata-l trece.
Buturuga, ruga; si bustean. Fa da lumineaza,
Lemnu strimb ce foc-l indreapta,
Cu-a ta putere, si intelepciune, da ma dumireste.
Jos pa deal da vale, 'nalta vale,
Unde cercu-nconjoara, 'nconjoara si dasparte
Ce-i d-afara, da ce-I. Ii! D-al lupului. Si bradului!

Uivos na Floresta

Na floresta uivam os lobos, o frio intenso vai começar
Tudo em seu caminho petrifica, derrete e se transforma.
Lá em cima, na alta montanha, a neve é um joelho,
Quando o vento sopra, pelas ovelhas ele passa.
Corajoso, sob a neve fico, o velho pastor me escuta
Fala sobre tudo e todos, sábio ele ensina,
O cachorro e a flauta afastam lentamente a dor, dor de tudo e todos
Das coisas do mundo.
Lá fora o vento uiva, a neve como peneira
A escuridão penetra, a noite negra cerca tudo.
Devagar ele move o pescoço...
E de repente... começa!
A matilha do lobo, direto da Luperal!
O céu congelado e negro, logo o atravessa.
A tora, a fogueira; e o tronco. Faz brilhar,
A madeira torta que o fogo endireita,
Com teu poder e sabedoria, me ilumina.
Lá embaixo, no vale, alta vale,
Onde o círculo se fecha, se fecha e separa
O que está fora, do que é. É! Do lobo. E do abeto!

Composição: Negura Bunget