Baby, I'm Not (A Werewolf)
I woke up panicked, short a ghost
Water running in the bathroom sink
I listed sideways from my bed
And threw my body down the hall
Forearm to ledge, I braced
And smeared the steam to find my face
Imagine my confusion and my horror
As my body said to me as if to another
Baby, I'm not
Baby, I'm not
Baby, I'm not a werewolf
But I don’t know about you
But our words shared a carnivore sound
Like we cut our meat with the side of our mouths
Our words bent like knives
I remember nothing but horizon
I remember nothing but horizon
I ate miles and miles of the horizon
Limping home through a stubbled field
Missing half of my left hand
Door ajar, abandoned car
I bandaged it with a potato-chip bag
Thoughts drained out though a ruby red sluice
I could not read them
I'm here before the mirror
With the steam cleared away
I see my flanks raw, bedazzled
In a spray of rock-salt haze
Indescribable filth under my fingernails, remaining
I ate every story, I ate every myth
When I finished with the Minotaur, I ate the Labyrinth
I ate every story, I ate every myth
When I finished with the Minotaur, I ate the Labyrinth
So if I'm not, what have I done?
You dream too hard, says my reflection
But, baby, I'm not
Oh, baby, I'm not
Baby, I'm not
Querida, Eu Não Sou (Um Lobisomem)
Acordei em pânico, parecendo um fantasma
Água correndo na pia do banheiro
Me virei de lado na cama
E joguei meu corpo pelo corredor
Antebraço na beirada, me segurei
E passei a mão na névoa pra achar meu rosto
Imagina minha confusão e meu horror
Quando meu corpo falou comigo como se fosse outro
Querida, eu não sou
Querida, eu não sou
Querida, eu não sou um lobisomem
Mas não sei de você
Mas nossas palavras tinham um som carnívoro
Como se cortássemos a carne com o canto da boca
Nossas palavras se curvavam como facas
Não lembro de nada além do horizonte
Não lembro de nada além do horizonte
Comi milhas e milhas do horizonte
Voltando pra casa mancando por um campo cheio de capim
Faltando metade da minha mão esquerda
Porta entreaberta, carro abandonado
Eu enfaixei com um saco de batata frita
Pensamentos escorriam por um canal vermelho rubi
Eu não conseguia lê-los
Estou aqui diante do espelho
Com a névoa já limpa
Vejo meus flancos expostos, brilhando
Em uma névoa de sal de rocha
Imundície indescritível sob minhas unhas, permanecendo
Comi toda história, comi todo mito
Quando terminei com o Minotauro, comi o Labirinto
Comi toda história, comi todo mito
Quando terminei com o Minotauro, comi o Labirinto
Então se eu não sou, o que eu fiz?
Você sonha demais, diz meu reflexo
Mas, querida, eu não sou
Oh, querida, eu não sou
Querida, eu não sou