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A Marcha

Nelio OJ

Letra

    Começa a marcha contra o presidente deste povo
    Que se diz ser o funcionário deste povo
    Mas recebe mas de 100 do que o próprio povo
    Onde o povo já trocou manteiga pelo ovo

    A cada 10 metros mano pego uma portagem
    Mas só em cada 10 mil pego numa escola
    Educação em decadência matéria já não cola
    O professor já não educa apenas troca de mensagem

    E como se não bastace apontamento é Facebook
    Quem dera se o book pertence ao pepetela
    O preto chora por Khadafi e lembra do Mandela
    Numa cela onde a liberdade nos congela

    Aceitas ser roubado e nem se quer manifesta
    Quando o assunto é greve mano o povo é covarde
    Corajoso quando o tema é apontar o dedo
    Escrevo isto pois da morte já não sinto medo

    Deputado rouba ao povo se quer é condenado
    Eu fui apedrejado por cantar sobre o abusado
    Se o governo vi-se escola como o aparato
    Mataria o celibato como forma de contrato

    Eis a matéria para o vosso próximo candidato
    Muita biblioteca em vez de muita discoteca
    Apelo a educação maciça e pouca distração
    Pois a minha voz no seu ouvido transmite visão

    Matem o presidente, nem que seja a sangue trio
    No olhar sombrio eu vi a dor e o caláfrio
    Aqui sobe tudo menos o salário mínimo
    Que nem se quer paga luz, água e dízimo

    Petróleo assassino mata inocentes em palma
    Tu nem se que sabes como agi o teu sistema
    Apenas goza a nossa vida e fode nosso bolso
    Enterrando no escuro e fundo deste calabouço

    Eu luto pela causa não ha nada que me pare
    Eles falam sou teimoso como Ngungunhane
    Lembra o sonchangane, enquanto seu mfecane
    Criava o seu império onde o preto não se bola

    De barriga cheia, anda o nosso presidente
    Pontes duram pouco, estradas buradas
    Lixeira de hulene, nunca encerreda
    Aqui o coro e chega mesmo que não dure nada

    Grita chega o povo está cansado
    Luta, canta o povo está cansado
    Matem o presidente, assaltem a presidência
    Grita chega o povo está cansado
    Luta, canta o povo está cansado
    Matem o presidente, assaltem a presidência

    Estou em frente a ponta vermelha com ponteiros e maretas
    Numa guerra aberta onde inocentes nunca perdem
    Bandidos de fato dentro do parlamento sempre idolatrados
    Enquanto o meu mano professor têm salário cortado
    Minha bala é caneta não gosto do mundo que vivo por isso
    Bato sempre na mesma tecla quem sabe Filipe se toca
    Estou aberto a uma trégua é só matarem o presidente como fizeram ao Cardoso

    Não sou vosso parlamento eu sou movimento
    Atiro pedras fortes contra vossa resistência
    Defesa sem potência é contra regimento
    Aqui o verso é curto mas ataca a presidência

    Mano eu grito chega, com boca no trombone
    Ligado microfone luto pelo teu direito
    Que Deus julge o ocidente pelo seu pecado
    Bem passado com meu o povo negro acorrentado

    Vendindo como no lixo no modo escravizado
    Antes o meu povo lutava contra o português
    Independência conquistada agora é corrupção
    Novo batalhão o parlamento é de ladrão

    Fingindo ser o bom samaritano, mas eu sei
    Que não passam de um de grupo de ciganos
    Querendo uma parte desse mundo
    Fazendo do africano o seu lixo urbano
    (Mano eu grito chega)

    Grita chega o povo está cansado
    Luta, canta o povo está cansado
    Matem o presidente, assaltem a presidência
    Grita chega o povo está cansado
    Luta, canta o povo está cansado
    Matem o presidente, assaltem a presidência


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