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Canção da Estrada

Nerino e Nivaldo

Letra

    No chão duro de um caminho
    Como o tempo o tempo escreveu
    A canção de uma estrada
    Onde a própria estrada sou eu

    Sou eu quem rasgo as montanhas
    E passo por cima dos rios
    Sou perigosa na serra
    Junto as sombras dos vales sombrios

    Estrada, sou estrada
    Estrada, sou estrada

    Crianças de férias que passam
    Sobre mim, acenando as mãozinhas
    Não sei o que é solidão
    Não fico um minuto sozinha

    Pneus me apertam a ventre
    Mas o peso é questão de segundos
    Na carga pesada vão indo
    Alimentos pros canto do mundo

    Estrada, sou estrada
    Estrada, sou estrada

    Eu passo beirando casebres
    Eu passo beirando mansões
    Sobre mim passa tropa e boiada
    Quando estou nos confins dos sertões

    O progresso trajou-me de preto
    No calor o meu corpo evapora
    Tenho ainda uns pedaços de terra
    Boa parte do corpo de fora

    Estrada, sou estrada
    Estrada, sou estrada

    Eu sou irmã gêmea do homem
    Eu sou igual uma vida
    Sou cheia de retas e curvas
    Planícies, subidas e descidas

    O homem que faz eu nascer
    E me cuida do começo ao fim
    Mas quando o homem então morre
    Mesmo morto ele passa por mim

    Estrada, sou estrada

    Composição: José Caetano Erba / Paraíso. Essa informação está errada? Nos avise.

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