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O banco da rua

Nery González

El banco de la calle

En sueños lejanos
Recuerdo un banco
Sentado en el suelo
Esperando a su gente

Recuerdo una silueta
Con un viejo violín
Tocando una y otra vez
Samba para ti

A los amigos del barrio
Jugando al tres en raya
Y estrellas amando
Con el tremolar de las hojas

A los libros con aroma
Y grafitis que amaban
Un cigarrillo malherido
Y lágrimas escondidas

Recuerdo una calle
Con espacios sin puertas
Y un océano de tiempo
Con veladas infinitas

Recuerdo sendas invisibles
Con un ballet de gente
Y ancianos sonrientes
Pasando las horas gratis

A los libros con aroma
Y grafitis que amaban
Y estrellas amando
Con el tremolar de las hojas

A una linda silueta
Con un viejo violín
Tocando una y otra vez
Samba para ti

O banco da rua

Em sonhos distantes
Lembro de um banco
Sentado no chão
Esperando sua galera

Lembro de uma silhueta
Com um velho violino
Tocando uma e outra vez
Samba pra você

Pros amigos do bairro
Jogando jogo da velha
E estrelas se amando
Com o tremular das folhas

Pros livros com cheiro
E grafites que amavam
Um cigarro machucado
E lágrimas escondidas

Lembro de uma rua
Com espaços sem portas
E um oceano de tempo
Com noites infinitas

Lembro de trilhas invisíveis
Com um balé de gente
E velhinhos sorridentes
Passando horas de graça

Pros livros com cheiro
E grafites que amavam
E estrelas se amando
Com o tremular das folhas

Pra uma linda silhueta
Com um velho violino
Tocando uma e outra vez
Samba pra você

Composição: Victoriano Pérez Fortea