Estado Popular Del Alma
Buenas tardes a todos
Les agradezco que hayan decidido presenciar este acto
Este... Lo primero que quisiera decirles es que no es sencillo
Eh, elegir un tema cuando, eh
El público que participa no responde exclusivamente
A un segmento de la especialidad que nos reúne que es el fútbol, ¿no?
Pasión irremediable y popular
Que pasa el tiempo y no se quita (¡epa!)
Droga fuertecita pero lícita
Que se lleva la tristeza o la dormita
Y murga entre semana o domingo de resucitar
Lleno y la hinchada grita
Déjenlo todo o mejor invitan
Cada balón a muerte, así es la dolce vita
Y una forma de entenderla en las dos horas que se evita
Fútbol y nada más, pero nada menos
Quien no lo siente, no lo entiende, aunque sea un genio
Se lo heredé a mi viejo, un hombre bueno
Hincha del bando de Don Alfonso Senior, señor, ¡qué no!
Que no solo es un juego
Interceden cábalas y tácticas y ruegos
A veces tregua con todo y el negocio, pero
Sí es por jugar para mamá como el Diego
Otro chamaquito tras el sueño
Huir de la fábrica, escapar y no regresar
Cumplirles la promesa que les hice de pequeño
Y poderles invitar eso que está sobre la mesa (¡epa!)
Juega que no queda sino esa (¡epa!)
La pelota siempre con el diez
Es escribir así, como el que reza
O hacer con las manos lo que no hice con los pies
Tira la pelota que se va a acabar
Juega que nos queda si no esa
Si no sabes perder, toca ganar
Y para ganar hay que jugar con la cabeza
Tira la pelota que se va a acabar
Juega que nos queda si no esa
Si no sabes perder, toca ganar
Y poderles invitar eso que está sobre la mesa
Que no, que no
Que no solo es un juego
Que no, que no
Que no solo es un juego
Que no, que no
Que no solo es un juego
Y tampoco guerra, pero apunten y
Simplemente, fútbol, no sentirse solo
La democracia Corintiana y Sócrates
Carlos Caszely, histórico del Colo Colo
Negándole el saludo al dictador de Pinochet
Palestina Libre grita el Raja Casablanca
Rebeldía al régimen por el Unión Berlín
El Rayo Vallecano, su historia obrera y anarca
Es parar la guerra, Drogba en Costa de Marfil
Regalo de Dios para olvidarme
Y quitarme ese peso con que cargué o al menos una parte
Pintura de Louvre, lo aprendí en un córner
Horas en la obra, estoy hablando de arte
De arquitectura en Marte, escribir así, sí
Champaña en el papel
Hacerlo aunque eso implique que algún parche se me amargue
Listo para el alargue pero no para perder
Soy: Todo conflictuado, el pibe en Montpelier, (ese soy también)
A veces por la hazaña a lo Schiaffino
Riquelme en el barrio
Zizou con la sele y si no Johannes Cruyff fumando en el camerino (¡epa!)
Juega que no queda sino esa (¡epa!)
La pelota siempre con el diez
Es escribir así, como el que reza
O hacer con las manos lo que no hice con los pies
Tira la pelota que se va a acabar
Juega que no queda sino esa
Si no sabes perder, toca ganar
Y para ganar hay que jugar con la cabeza
Tira la pelota que se va a acabar
Juega que no queda sino esa
Si no sabes perder, toca ganar
Y poderles invitar eso que está sobre la mesa
Estado Popular da Alma
Boa tarde a todos
Agradeço por terem decidido testemunhar este ato
Este... O primeiro que gostaria de dizer é que não é simples
Eh, escolher um tema quando, eh
O público que participa não responde exclusivamente
A um segmento da especialidade que nos reúne que é o futebol, não?
Paixão irremediável e popular
Que passa o tempo e não se vai (epa!)
Droga forte mas lícita
Que leva a tristeza ou o cochilo
E murmura entre semana ou domingo de ressurreição
Estádio cheio e a torcida grita
Deixem tudo ou melhor convidam
Cada bola até a morte, assim é a dolce vita
E uma forma de entendê-la nas duas horas que se evita
Futebol e nada mais, mas nada menos
Quem não sente, não entende, mesmo sendo um gênio
Herdei isso do meu pai, um homem bom
Torcedor do time de Don Alfonso Senior, senhor, que não!
Que não é apenas um jogo
Intercedem superstições e táticas e pedidos
Às vezes trégua com tudo e o negócio, mas
Se é para jogar pela mamãe como o Diego
Outro garotinho atrás do sonho
Fugir da fábrica, escapar e não voltar
Cumprir a promessa que fiz a eles quando pequeno
E poder convidá-los para aquilo que está sobre a mesa (epa!)
Joga que não resta nada além disso (epa!)
A bola sempre com o dez
É escrever assim, como quem reza
Ou fazer com as mãos o que não fiz com os pés
Chuta a bola que vai acabar
Joga que nos resta se não isso
Se não sabe perder, tem que ganhar
E para ganhar é preciso jogar com a cabeça
Chuta a bola que vai acabar
Joga que nos resta se não isso
Se não sabe perder, tem que ganhar
E poder convidá-los para aquilo que está sobre a mesa
Que não, que não
Que não é apenas um jogo
Que não, que não
Que não é apenas um jogo
Que não, que não
Que não é apenas um jogo
E também não é guerra, mas apontem e
Simplesmente, futebol, não se sentir sozinho
A democracia corintiana e Sócrates
Carlos Caszely, histórico do Colo Colo
Negando o cumprimento ao ditador Pinochet
Palestina Livre grita o Raja Casablanca
Rebeldia ao regime pelo Union Berlin
O Rayo Vallecano, sua história operária e anarca
É parar a guerra, Drogba na Costa do Marfim
Presente de Deus para esquecer
E me livrar desse peso que carreguei ou ao menos uma parte
Pintura do Louvre, aprendi isso em um escanteio
Horas na obra, estou falando de arte
De arquitetura em Marte, escrever assim, sim
Champanhe no papel
Fazê-lo mesmo que isso signifique que algum lance me amargue
Pronto para a prorrogação mas não para perder
Sou: Todo conflituado, o garoto em Montpellier (esse sou também)
Às vezes pela proeza à la Schiaffino
Riquelme no bairro
Zizou na seleção e se não Johannes Cruyff fumando no camarim (epa!)
Joga que não resta nada além disso (epa!)
A bola sempre com o dez
É escrever assim, como quem reza
Ou fazer com as mãos o que não fiz com os pés
Chuta a bola que vai acabar
Joga que não resta nada além disso
Se não sabe perder, tem que ganhar
E para ganhar é preciso jogar com a cabeça
Chuta a bola que vai acabar
Joga que não resta nada além disso
Se não sabe perder, tem que ganhar
E poder convidá-los para aquilo que está sobre a mesa