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Aquela Que Nunca Adormece

Nícolas Wolaniuk

Letra

    Do alto de uma torre, princesa bela
    Tão soturna e sozinha, espera
    Aquilo que lhe conceder a sorte
    Um príncipe, um beijo ou a morte

    E toma nota da sua solidão
    Contando os dias nas pedras do chão
    Todos os suspiros, todas as dores
    Perecem na clausura da torre

    E a princesa se prostrava vencida
    Meditava, taciturna, na vida
    Caia na terra desde suas alturas
    O som partido de sua lamúria

    Noite que eu chamo e não vem
    Dai-me teu nome

    Princesa, que na torre enclausurada
    Foi concebida e será sepultada
    Sei que nunca tiveste teu descanso
    Não há canto para o teu pranto

    E o desassossego tece a manta
    E te cobre, a angústia te acalanta
    Canhestra, acomodas o corpo estreito
    E a vigília te toma como leito

    E sempre que o sono te corteja
    Por algum decreto ou malfazeja
    A tua alma se contorce em tormento
    E de longe se escuta o teu lamento

    Noite, que eu chamo e não vem
    Dai-me teu nome

    Princesa, teu vestido de cetim
    Que atravessa os dias e alcança a mim
    Tem linhas e rugas que o tempo fez
    Como aos traços que desenham tua tez

    E antes que a sina se expire ou cesse
    Vem te despertar, e não adormeces
    Os filhos que destilam tua memória
    E a tua história se espalha na história

    Poeta, descansa tua lira no chão
    Que sempre que entoas tua canção
    O mar se agita e o céu se revolta
    E a princesa mais uma vez acorda

    Noite, que eu chamo e não vem
    Dai-me teu nome


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