Mal do Século

Nó de Gente

Olha pra vitrine
E veja se você
Consegue se identificar
Risos digitais
E no cara a cara
Não sabem se comunicar

Sonhos trocados
Por qualquer coisa
Que seja fácil de embalar
Vozes de vidro
Contato perdido
É um labirinto

Levantam palácios de espelhos
Que não podem mais nos refletir
Ao redor ainda existe um povo
Que no seu dia a dia
Trava uma batalha
Para existir

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século

Pedidos de socorro
Que não dá pra escutar
Mesmo que tenha que gritar
A gente sabe da fome
Mas não toca no fone
É mais fácil ignorar

Tem o mundo nas mãos
Vivendo na escuridão
Arrancando as estruturas
Sempre fugindo
E se perguntando
Por que a casa tá caindo

Levantam palácios de espelhos
Que não podem mais nos refletir
Ao redor ainda existe um povo
Que no seu dia a dia
Trava uma batalha
Só pra existir

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século

Os dias correm
E a gente tenta acompanhar
Esse é o mal do século


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