Brindo Solo
Ya cerraron la barra, quedo yo, el último
El cantinero seca copas y me mira con lástima
La de siempre, le pido, vino tinto sin hielo
Y en la silla de al lado se sienta tu recuerdo
Suena en la rocola la canción que era de dos
Y le brindo a la nada, sin tu risa, sin tu voz
Todos ya se fueron a unos brazos, a un calor
Y yo me quedo a solas con la cuenta y mi dolor
Brindo solo por lo que fuimos y ya no
Brindo solo por tu ausencia y mi error
Un trago por la noche en que te dije adiós
Otro porque aún te cargo aquí, en el corazón
Brindo solo, que no hay nadie que me diga no bebas más
Brindo solo por si acaso todavía volverás
El cantinero me conoce, sabe entera mi historia
Me sirve sin preguntar y me deja con mi memoria
Afuera cae la lluvia, adentro cae mi orgullo
Cada copa es una carta que jamás te escribo, tú lo
Sabes que aún te espero aunque te jures que no
Que este vino tiene tu nombre y sabe a nuestro adiós
Brindo solo por lo que fuimos y ya no
Brindo solo por tu ausencia y mi error
Un trago por la noche en que te dije adiós
Otro porque aún te cargo aquí, en el corazón
Brindo solo, que no hay nadie que me diga no bebas más
Brindo solo por si acaso todavía volverás
Última llamada, se apagan las luces
El cantinero me dice hermano, vete a casa
Pero casa era tu abrazo, y ya no tengo casa
Así que apuro la copa, me levanto sin prisa
Y brindo por el hombre que un día fui feliz
Brindo solo, que la noche ya se acaba y tú no estás
Brindo solo por el necio que aún te espera y esperará
Un trago por lo nuestro, otro por mi soledad
Y el último, mi amor por aprender a olvidar
Brindando Sozinho
Já fecharam o bar, fico eu, o último
O bartender seca os copos e me olha com pena
A de sempre, eu peço, vinho tinto sem gelo
E na cadeira ao lado se senta sua lembrança
Toca na jukebox a canção que era de dois
E eu brindo pra nada, sem seu riso, sem sua voz
Todos já foram pra outros braços, pra um calor
E eu fico sozinho com a conta e minha dor
Brindo sozinho pelo que fomos e já não
Brindo sozinho pela sua ausência e meu erro
Um trago pela noite em que te disse adeus
Outro porque ainda te carrego aqui, no coração
Brindo sozinho, que não tem ninguém pra me dizer não beba mais
Brindo sozinho por se acaso você ainda voltar
O bartender me conhece, sabe toda a minha história
Me serve sem perguntar e me deixa com minha memória
Lá fora cai a chuva, aqui dentro cai meu orgulho
Cada copo é uma carta que nunca te escrevo, você sabe
Que ainda te espero, mesmo que jure que não
Que esse vinho tem seu nome e sabe ao nosso adeus
Brindo sozinho pelo que fomos e já não
Brindo sozinho pela sua ausência e meu erro
Um trago pela noite em que te disse adeus
Outro porque ainda te carrego aqui, no coração
Brindo sozinho, que não tem ninguém pra me dizer não beba mais
Brindo sozinho por se acaso você ainda voltar
Última chamada, as luzes se apagam
O bartender me diz, irmão, vai pra casa
Mas casa era seu abraço, e agora não tenho casa
Então eu apresso o copo, me levanto sem pressa
E brindo pelo homem que um dia foi feliz
Brindo sozinho, que a noite já tá acabando e você não tá
Brindo sozinho pelo teimoso que ainda te espera e esperará
Um trago pelo que tivemos, outro pela minha solidão
E o último, meu amor por aprender a esquecer