No Vuelvas
Son las tres de la mañana y suena el teléfono
Tu nombre en la pantalla, que hace meses no veo
¿Podemos hablar?, me escribes, así de sencillo
Como si no me hubieras roto aquel martes de julio
Te fuiste con la excusa de buscar algo mejor
Te llevaste hasta las llaves y un hueco en el colchón
Y ahora que te falló, ahora que te quedaste sola
Te acuerdas de este tonto que lloró frente a la ola
No vuelvas, que ya aprendí a dormir sin ti
No vuelvas, que esa puerta que cerraste la cerré por mí
Me costó cada mañana levantarme del dolor
Pa' que ahora tú regreses a jugar con mi valor
No vuelvas, mi amor, no vuelvas
Que el que esperaba en esa puerta ya no vive aquí
Me acuerdo aquella noche, la maleta en el pasillo
Tu tacón en la escalera, mi orgullo hecho un ovillo
Te grité que te quedaras, me tragué hasta la razón
Y tú, sin voltear la cara, te llevaste mi canción
Hoy tengo mis heridas convertidas en verdad
Y no las cambio por la trampa de volverte a amar
No vuelvas, que ya aprendí a dormir sin ti
No vuelvas, que esa puerta que cerraste la cerré por mí
Me costó cada mañana levantarme del dolor
Pa' que ahora tú regreses a jugar con mi valor
No vuelvas, mi amor, no vuelvas
Que el que esperaba en esa puerta ya no vive aquí
Miro el teléfono un instante
Mi dedo tiembla sobre responder
Pero respiro hondo Y lo apago
Que quererte ya no es un deber
No te odio, mujer, te deseo lo mejor
Pero mi paz no cabe en tu error
No vuelvas, que ya aprendí a vivir (¡a vivir!)
No vuelvas, que esta noche me elijo a mí
Me costó cada lágrima volver a respirar
Y no regreso a esa cárcel disfrazada de hogar
No vuelvas, mi amor, que ya cerré
La puerta, la ventana, y hasta la luz apagué
No vuelvas, que ya aprendí a dormir sin ti
No vuelvas, que esa puerta que cerraste la cerré por mí
No vuelvas, mi amor, no vuelvas
Que el que esperaba en esa puerta ya no vive aquí
Não Volte
São três da manhã e o telefone toca
Seu nome na tela, que não vejo há meses
Podemos conversar?, você me escreve, assim tão simples
Como se não tivesse me quebrado naquele terça de julho
Você foi embora com a desculpa de buscar algo melhor
Levou até as chaves e um buraco no colchão
E agora que deu errado, agora que você ficou sozinha
Lembra desse idiota que chorou na beira da onda
Não volte, que já aprendi a dormir sem você
Não volte, que aquela porta que você fechou eu fechei por mim
Me custou cada manhã levantar do sofrimento
Pra você agora voltar a brincar com meu valor
Não volte, meu amor, não volte
Que quem esperava naquela porta já não vive aqui
Lembro daquela noite, a mala no corredor
Seu salto na escada, meu orgulho em um novelo
Gritei pra você ficar, engoli até a razão
E você, sem olhar pra trás, levou minha canção
Hoje tenho minhas feridas transformadas em verdade
E não as troco pela armadilha de te amar de novo
Não volte, que já aprendi a dormir sem você
Não volte, que aquela porta que você fechou eu fechei por mim
Me custou cada manhã levantar do sofrimento
Pra você agora voltar a brincar com meu valor
Não volte, meu amor, não volte
Que quem esperava naquela porta já não vive aqui
Olho o telefone por um instante
Meu dedo treme sobre o botão de atender
Mas respiro fundo e desligo
Porque te querer já não é uma obrigação
Não te odeio, mulher, te desejo o melhor
Mas minha paz não cabe no seu erro
Não volte, que já aprendi a viver (a viver!)
Não volte, que esta noite eu me escolho
Me custou cada lágrima voltar a respirar
E não volto pra essa prisão disfarçada de lar
Não volte, meu amor, que já fechei
A porta, a janela, e até apaguei a luz
Não volte, que já aprendi a dormir sem você
Não volte, que aquela porta que você fechou eu fechei por mim
Não volte, meu amor, não volte
Que quem esperava naquela porta já não vive aqui