Soy del Viento
Huelo a orillas del abismo, un cruel dejo de traición
me atormenta tu presencia, vuela en esta habitación
hay aromas a mentiras, a quimeras, a ficción
pero extraño tu presencia, más allá de mi razón
Que tus besos fueron falsos, nunca lo podré saber
si tu espina es sempiterna, nunca más ha de nacer
el desprecio que me invento para ocultar el querer
que te tuve y me quitaste, sin nostalgia del ayer
Flores negras crecen frías en la lúgubre estación
de mi alma, fiel oyente de mil credos derredor
y descubro más ofensas a mi roto corazón
escondidas cual alhajas, ocultas en el salón
Más caricias me has negado de las que te pude dar
no serán mas rechazadas, por algún otro mortal
no soy tuya soy del viento, que me llora de placer
por ser suya solo suya, y de nadie mas que de él
Tanto sufro al no tenerte, no sentir tu ardiente piel
pero verte es un castigo, una agonía lenta y cruel
no soy tuya soy del viento, que me llora de placer
por ser suya solo suya, y de nadie mas que de él
Sou do Vento
Sinto o cheiro da beira do abismo, um cruel gosto de traição
teu olhar me atormenta, voa nesta sala
há aromas de mentiras, de ilusões, de ficção
mas sinto falta de você, além da minha razão
Seus beijos foram falsos, nunca vou saber
se tua espinha é eterna, nunca mais vai renascer
o desprezo que eu invento pra esconder o querer
que eu tive e você me tirou, sem saudade do que foi
Flores negras crescem frias na estação sombria
da minha alma, fiel ouvinte de mil crenças ao redor
e descubro mais ofensas pro meu coração partido
escondidas como joias, ocultas na sala
Mais carícias você me negou do que eu pude dar
não serão mais rejeitadas, por algum outro mortal
não sou sua, sou do vento, que chora de prazer
por ser sua, só sua, e de ninguém mais que dele
Tanto sofro ao não ter você, não sentir sua pele ardente
mas te ver é um castigo, uma agonia lenta e cruel
não sou sua, sou do vento, que chora de prazer
por ser sua, só sua, e de ninguém mais que dele