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Fim

Nocte Obducta

Ende

Früher haben wir so oft dort hinten gestanden
Bei dem alten Bunker
Unter dem riesigen Nussbaum

Vielleicht haben wir uns an den Scherben unserer Träume geschnitten
Wir sind verblutet
Langsam nur
Denn erst eines Tages im Sommer
Als die Blätter blutrot statt grün die Sonnenstrahlen brachen
Wurde es uns klar

Wir haben früher oft von morgen geträumt
Heute träume ich wieder oft von gestern
Jetzt... jetzt da es Zeit ist zu gehen

Lasst uns ziehen, uns ruft der Morgen

Gebt uns den Morgentau zurück!

Die Hoffnung stirbt zuletzt, mag sein
Aber manchmal weigert sie sich auch nur ihren eigenen Tod zu erkennen
Und was bringt uns Hoffnung
Wenn alles rundherum tot ist und verdorrt?

Wir werden auf unserem Weg
Noch über genügend Hoffnung stolpern
Die alte haben wir begraben
Dort, unter dem Nussbaum
In der blutigen Erde

Lass uns noch einmal an ihrem Grab verweilen
Jetzt... jetzt da es Zeit ist zu gehen...

Fim

Antigamente, a gente sempre ficava ali atrás
Perto do velho bunker
Debaixo da enorme nogueira

Talvez a gente tenha se cortado nos cacos dos nossos sonhos
Estamos sangrando
Devagar só
Pois só um dia no verão
Quando as folhas vermelhas em vez de verdes deixaram os raios de sol entrarem
Percebemos

A gente costumava sonhar muito com o amanhã
Hoje eu sonho de novo muito com o ontem
Agora... agora que é hora de ir

Vamos embora, o amanhecer nos chama

Devolvam o orvalho da manhã pra gente!

A esperança é a última que morre, pode ser
Mas às vezes ela se recusa até a reconhecer sua própria morte
E que adianta ter esperança
Se tudo ao redor está morto e seco?

Vamos pelo nosso caminho
Ainda vamos tropeçar em esperança suficiente
A antiga deixamos pra trás
Lá, debaixo da nogueira
Na terra ensanguentada

Vamos parar mais uma vez no túmulo dela
Agora... agora que é hora de ir...

Composição: