Perpétuelle éclipse
Je suis tellement fatigué d’être ici
Mettre tous les jours ce masque qui cache
Mon addiction au chaos permanent
J’ai creusé ma propre tombe pendant tant d’années
Elle est désormais un abysse si profond
Qu’on ne peut s’en arraché
N’ayant pas trouvé d’échos rassurant
Pour calmer mes angoisses
J’ai choisi la médecine
Comme dernier rempart à la folie
Le sabotage de ma propre existence
Venait de commencer
À trop vouloir faire taire ces voix mortifères
J’ai transformé le remède en poison insidieux
Devenu la marionnette d’une mélancolie si forte
Je reviens le jour une masse léthargique
Puis le soir une bête folle
Déchirant ses chairs avec intensité
La nuit a toujours été un moment particulier
Étrange contraste entre la silence extérieur
Et la tempère qui se déchaîne dans ma tête
Ce manque de sommeil finit par me faire perdre la raison
Médicaments et alcool comme seuls espoirs
Pour quelques heures d’accalmie
L’obscurité m’enveloppe comme un linceul rassurant
Il n’y a pas de retour en arrière possible
Plus de remèdes assez forts pour m’apaiser
Ces cicatrices me rappelleront toujours
Les nuits où mes démons ont gagné
Je n’ai plus aucun force
Cette lutte contre moi-même a fini par m’épuiser
Et ma nostalgie devenue une éclipse perpétuelle
Il est temps de réformer le chapitre de cette pathétique vie
De m’abandonner à cette abîme que j’ai tante fantasmé
Ces année d’isolement et de profonde neurasthénie
Étouffant les quelques lumières
Qui tentant de percer ces ténèbres
Eclipse Perpétua
Estou tão cansado de estar aqui
Colocando todo dia essa máscara que esconde
Minha dependência do caos constante
Cavei minha própria cova por tantos anos
Agora é um abismo tão profundo
Que não dá pra escapar
Não encontrando ecos tranquilizadores
Para acalmar minhas ansiedades
Escolhi a medicina
Como último recurso contra a loucura
O sabotagem da minha própria existência
Estava apenas começando
Ao querer calar essas vozes mortais
Transformei o remédio em veneno traiçoeiro
Tornei-me a marionete de uma melancolia tão forte
Durante o dia sou uma massa letárgica
E à noite uma besta insana
Rasgando sua carne com intensidade
A noite sempre foi um momento especial
Estranho contraste entre o silêncio exterior
E a tempestade que se desencadeia na minha cabeça
Essa falta de sono acaba me fazendo perder a razão
Remédios e álcool como únicas esperanças
Por algumas horas de calmaria
A escuridão me envolve como um sudário reconfortante
Não há como voltar atrás
Não há remédios fortes o suficiente para me acalmar
Essas cicatrizes sempre vão me lembrar
As noites em que meus demônios venceram
Não tenho mais forças
Essa luta contra mim mesmo me esgotou
E minha nostalgia se tornou uma eclipse perpétua
É hora de reformular o capítulo dessa vida patética
De me entregar a esse abismo que tanto fantasiei
Esses anos de isolamento e profunda neura
Sufocando as poucas luzes
Que tentam furar essas trevas