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Bisneto de Farroupilha

Noel Guarany

Letra

    Pobre, mas livre gauchito, no Sol a Sol sou o que sou
    Pois nem Dom Pedro segundo. Não pode senhor de um mundo
    Dobrar o meu bisavô
    Com essa alma guapa nos tentos debaixo do meu sombreiro
    Pelo poder do dinheiro nunca ninguém me dobrou

    Pois nem o taura Castilho, famoso pelos codilhos
    Pode voltear meu avô, e o tranco do meu lubuno
    Passam por mim carros finos, com espertos e ladinos
    Que a escobação empilchou
    Sigo as vezes sem um cobre sem que a secura me dobre
    E se meu velho está indo pobre a ninguém se dobrou

    Conterrâneos, moços lindos com humildade de escola
    Curvam a espinha de mola no culto de um ditador
    Seja qualquer que ele for com a fumaça de um bom fumo
    Chapéu torto corto o rumo
    Ao tranco do meu lobuno sem dar louvado ao senhor

    Deus velho dá o Sol também ao que sabe ser toreno
    E não suporto cadena de feiticeiro ou pagão
    Não me enredo nessas tranças
    E vou cruzando estes pampas só escravo do coração
    Amigos quando eu me for ao país do eterno, aqui
    Fica aqui este meu pedido antes que a morte comande
    Ponha-me ao peito sem xuxo
    O santo trapo gaúcho da tricolor do rio Grande

    Composição: Aureliano De Figueiredo Pinto / Noel Guarany. Essa informação está errada? Nos avise.

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