Riddimandpoetry 5
A veces el camino se complica, se divide o multiplica
El destino te la aplica
Voces que susurran, hablan y gritan
En mi cerebro hay una clica y en esta voz que grabo se unifican
No salía por la finca por maneras de vivir distintas
En perspectiva, también es bendición una barriga
La contradicción, la fatiga
Egolatra me llama un egocéntrico
Malagradecido me dijo un ingrato
Falso soy pa' un traídor
En mí reflejan su condición
Record infantil no necesita atención
La boca saca la abundancia del corazón
Y en el mío se formó un caparazón fundido con un diapasón
Le pegue cuerdas y de ahí salió canción
De resto lejos de la parafernalia alrededor de la labor
Cantidad de comida no es calidad de sabor
Pasaron situaciones y personas en un momento
Solo el sonido quedó
Yo provisional, condicional
Desagracia'o pero no desgracia'o
Desorbita'o por la línea ecuatorial
En una nube dopado, sin futuro ni pasado
Iba refugiado en un presente surreal
A un cuerpo sí, pero al instinto no lo puedes dominar
No te las des de distinto, todo plan puede fallar
Analiza la realidad, real es la fatalidad letal que al llegar no avisa
Carne y hueso se pudrirán, no serán cenizas
Eso sí que es un punchline
Mientras llegamos a la parte III del Jardín de las Delicias
Pero eso no lo vas a ver en las noticias
No soy ejemplo de vida, solo de rima
Que a los raperos les putea la autoestima
Se desangra su vena artística, adicto a dos músicas
Una corporal, otra metafísica
Poesía explícita me resucita
Me saca de la cinta que él me sucita
En el pecho sienta una piedra que palpita
La soledad del heremita lo marchita
No sé si soy mejor que el que escribía aquello
O si soy mejor que el que rapeaba aquello
Me creció callo por los fallos, de Medallo estallo
No es Antonio, no azaran ni perros ni gallos
Ni envidiosos, ni sapos
No me busque que lo mío lo defiendo hasta del diablo
Riddimandfloetry, perra
No hay paz perpetua
Solo hay tiempo de espera entre guerra y guerra
Por que eso quiero como quiera
O espere mi caída mientras come mierda
Aquí está otra pa' que cierres esa bemba
Si no soy tu rapero real, vale chimba y media
Pa' mí tus gustos son comedia, uh
R-A-P
R-A-P por supuesto
Es mío, es tuyo, es nuestro
R-A-P por supuesto
Vivo de esto, muero en esto, muero en esto
R-A-P
R-A-P por supuesto
Es mío, es tuyo, es nuestro
R-A-P por supuesto
Vivo de esto, muero en esto, muero en esto
Ritmo e Poesia 5
Às vezes o caminho se complica, se divide ou multiplica
O destino te aplica a lição
Vozes que sussurram, falam e gritam
Na minha cabeça tem uma galera e nessa voz que gravo se unificam
Não saía da quebrada por modos de viver diferentes
Em perspectiva, também é uma bênção ter uma barriga
A contradição, a fadiga
Egoísta me chama um egocêntrico
Malagradecido me disse um ingrato
Falso sou pra um traidor
Neles refletem sua condição
Lembrança infantil não precisa de atenção
A boca revela a abundância do coração
E no meu se formou um casco fundido com um diapasão
Coloquei cordas e daí saiu canção
Do resto, longe da parafernália ao redor do trabalho
Quantidade de comida não é qualidade de sabor
Passaram situações e pessoas em um momento
Só o som ficou
Eu provisório, condicional
Desgraçado, mas não desgraceiro
Desorbitado pela linha do equador
Numa nuvem chapado, sem futuro nem passado
Fui refugiado num presente surreal
A um corpo sim, mas ao instinto não dá pra dominar
Não se ache diferente, todo plano pode falhar
Analisa a realidade, real é a fatalidade letal que ao chegar não avisa
Carne e osso vão apodrecer, não serão cinzas
Isso sim é um punchline
Enquanto chegamos à parte III do Jardim das Delícias
Mas isso você não vai ver nas notícias
Não sou exemplo de vida, só de rima
Que os rappers se fodem com a autoestima
Se desangra sua veia artística, viciado em duas músicas
Uma corporal, outra metafísica
Poesia explícita me ressuscita
Me tira da fita que ele me suscita
No peito sente uma pedra que palpita
A solidão do eremita o murcha
Não sei se sou melhor que quem escrevia aquilo
Ou se sou melhor que quem rimava aquilo
Me cresceu calo pelos erros, de Medallo estalo
Não é Antonio, não azaram nem cães nem galos
Nem invejosos, nem sapos
Não me procure que o que é meu eu defendo até do diabo
Ritmo e poesia, sua vaca
Não há paz perpétua
Só há tempo de espera entre guerra e guerra
Porque isso eu quero de qualquer jeito
Ou espere minha queda enquanto come merda
Aqui está mais uma pra você fechar essa boca
Se não sou seu rapper real, vale uma merda e meia
Pra mim seus gostos são comédia, uh
R-A-P
R-A-P, claro
É meu, é seu, é nosso
R-A-P, claro
Vivo disso, morro nisso, morro nisso
R-A-P
R-A-P, claro
É meu, é seu, é nosso
R-A-P, claro
Vivo disso, morro nisso, morro nisso