Asia
S levata dai deserti in Mongolia Occidentale
una nuvola di morte, una nuvola spettrale che v... che v... che v...
Sopra i campi della Cina, sopra il tempio e la risaia,
oltrepassa il Fiume Giallo, oltrepassa la Muraglia e v... e v... e v...
Sopra il bufalo che rumina, su una civilt di secoli,
sopra le bandiere rosse, sui ritratti dei profeti, sui ritratti dei signori,
sopra le tombe impassibili degli antichi imperatori.
Sta coprendo un continente, sta correndo verso il mare,
copre il cielo fino al punto dove il cielo pu arrivare e v... e v... e v...
Sopra il volo delle anatre che precipitano in acqua,
sopra i pesci che galleggiano e ricoprono la spiaggia e v... e v... e v...
Alzan gli occhi i pescatori verso il cielo cos livido,
le onde sembra che si fermino, non si sente che il silenzio,
le reti sono piene di cadaveri dargento.
Poi le nuvole e la pioggia lenta cade
sopra i tetti delle case, sulle pietre delle strade,
sopra gli alberi che muoiono, sopra i campi che si seccano,
sopra i cuccioli degli uomini, sulle mandrie che la bevono,
sulle spiagge abbandonate una pioggia che veleno
e che uccide lentamente, pioggia senza arcobaleno che v... che v... che v!
Ásia
Se levanta dos desertos na Mongólia Ocidental
uma nuvem de morte, uma nuvem espectral que v... que v... que v...
Sobre os campos da China, sobre o templo e a arrozal,
passa pelo Rio Amarelo, passa pela Muralha e v... e v... e v...
Sobre o búfalo que rumina, sobre uma civilização de séculos,
sobre as bandeiras vermelhas, nos retratos dos profetas, nos retratos dos senhores,
sobre as tumbas impassíveis dos antigos imperadores.
Está cobrindo um continente, está correndo em direção ao mar,
cobre o céu até o ponto onde o céu pode chegar e v... e v... e v...
Sobre o voo das patos que mergulham na água,
sobre os peixes que flutuam e cobrem a praia e v... e v... e v...
Os pescadores levantam os olhos para o céu tão lívido,
as ondas parecem parar, só se ouve o silêncio,
as redes estão cheias de cadáveres prateados.
Então as nuvens e a chuva lenta caem
sobre os telhados das casas, nas pedras das ruas,
sobre as árvores que morrem, sobre os campos que secam,
sobre os filhotes dos homens, nos rebanhos que a bebem,
sobre as praias abandonadas uma chuva que é veneno
que mata lentamente, chuva sem arco-íris que v... que v... que v!
Composição: Francesco Guccini