Um "blinde" aos inimigos do povo.
Nonô Menezes
Nessa farra, diversão murina
Nessa barra, inversão em ruína
De tudo que nos protegeu a sina
De tudo que impera e domina
Nesse diverso mundo sem profundidade
Transpiro um malverso em cumplicidade
Converso sem querer
Com o cinismo perverso
Dos inimigos dos próprios fãs
Correntes se arrastam no universo
Cordas que se amarram do antiverso
Até a lucidez que se não conservo
Vejo a Lua no olhar
No seu, no meu e até no sorriso cristalino do mar
Uma paz que parece saber seu fim
Sem a profundidade do Eco, sustento
Tudo que penso no meio, com o medo
Zelando por saber que se não me ouvir
Essa paz poderá morrer em mim
Nessa farra, diversão murina
Nessa barra, inversão em ruína
De tudo que nos protegeu a sina
De tudo que impera e domina
A ação roedora nos convence
A lhes entregar um trono
Impede que a gente pense
No erro que é preservá-los donos
Correntes que voam nos versos
Cordas que pulamos na diversão
Amarras que soltamos dos perversos
A quem servem as grades de proteção?
Nesse diverso mundo, a profundidade
Que transpiro é um efeito da cumplicidade
Colateral, Convexo, oposto, obrigado a ser?
Esse cinismo brota do plexo
Que torna ídolos, nossos inimigos
Que torna frívolos, nossos sonhos
Que revive nossos temores mais antigos
Nessa farra, diversão murina
Nessa barra, inversão em ruína
De tudo que nos protegeu a sina
De tudo que impera e domina



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