Freak offs e abuso: o polêmico início do julgamento de Diddy que pode durar dois meses

As declarações iniciais da promotoria e da defesa, liderada por Marc Agnifilo, foram apresentadas nesta segunda-feira.

Por Gabriela Teixeira

12 de Maio de 2025, às 17:14


O julgamento federal de Sean “Diddy” Combs começou nesta segunda-feira, logo após o término da seleção do júri pela manhã.

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Vestindo um suéter branco, o magnata da música chegou ao tribunal antes das 9h, sendo recebido por familiares e apoiadores. Ele enfrenta acusações graves, incluindo tráfico sexual e extorsão, que podem acarretar ao menos 15 anos de prisão se for condenado em todas as frentes.

Na mesma tarde, promotores federais e a defesa fazem suas declarações iniciais. O processo deve durar cerca de oito semanas, com a acusação apresentando testemunhas de peso — entre elas Cassandra “Cassie” Ventura, ex-parceira de Combs, que o acusa de abuso prolongado.

Sean 'Diddy' Combs e Cassandra 'Cassie' Ventura
Sean ‘Diddy’ Combs e Cassandra ‘Cassie’ Ventura. Reprodução / Instagram

Durante o julgamento, Combs tem permissão para usar roupas comuns, em contraste com as audiências anteriores, em que usava uniforme prisional.

De acordo com informações do The New York Times, a acusação menciona “freak offs”, eventos pós-festa supostamente organizados por Combs. Em um desses encontros, ele teria pedido a uma prostituta que urinasse na boca de Cassie, resultando em sufocamento.

Os promotores afirmam que, ao longo de duas décadas (2004 a 2024), Combs explorou seu status na indústria musical para coagir e abusar de mulheres, usando drogas e violência para garantir silêncio e obediência.

Além disso, desde 2023, novas ações judiciais surgiram, envolvendo acusações de abuso físico e sexual em situações em que as vítimas estariam incapacitadas.

Sean 'Diddy' Combs em tribunal durante o julgamento
Sean ‘Diddy’ Combs em tribunal durante o julgamento. Créditos: reprodução / Reuters

A defesa, liderada por Marc Agnifilo, sustenta que todas as relações sexuais foram consensuais e acusa o governo de distorcer os fatos.

Combs, que está detido em uma penitenciária federal no Brooklyn desde setembro, nega qualquer irregularidade. Ele se recusou a aceitar um acordo anterior, que poderia ter reduzido a pena, preferindo levar o caso à corte.

O julgamento está sob supervisão do juiz distrital Arun Subramanian, que proibiu o uso de câmeras ou gravações de vídeo dentro do tribunal.

A expectativa é alta, com ampla cobertura da mídia e interesse do público, enquanto as partes se preparam para apresentar provas e depoimentos que podem se estender por quase dois meses.


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