‘Deixem as pessoas trabalhar’: Bad Bunny fala sobre imigração e revela por que deixou os EUA de fora da turnê

A decisão, segundo ele, foi tomada para explorar novos mercados após anos de apresentações no país

Por Gabriela Teixeira

18 de Junho de 2025, às 16:19


Bad Bunny voltou a usar suas redes sociais para falar de um tema que considera urgente: a imigração.

Em um vídeo publicado recentemente, o cantor porto-riquenho mostrou veículos do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) circulando pelas ruas de Pontezuela, em Porto Rico, e criticou a presença das autoridades. Deixem as pessoas trabalhar em paz, disse o artista.

As ações do ICE na região começaram no início de junho e fazem parte da política de imigração implementada durante o governo Trump.

A justificativa oficial é de que essas operações visam proteger os Estados Unidos de possíveis ameaças à segurança nacional — mas elas também vêm sendo alvo de críticas, tanto nos EUA quanto em outros países.

Bad Bunny, conhecido por se posicionar publicamente em causas sociais, tem sido um dos nomes mais contundentes contra a política migratória dos EUA. Em sua última turnê mundial, ele chegou a excluir o país da agenda de shows.

Nas redes e em entrevistas, o cantor tem reforçado a necessidade de um tratamento mais humano para os imigrantes.

Outras vozes também têm se manifestado sobre o tema. A cantora colombiana Shakira, que viveu nos EUA aos19 anos, afirmou em entrevista recente que ser imigrante no país é viver com medo constante — algo que descreveu como doloroso.

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Bad Bunny. Reprodução/Twitter

Bad Bunny explica por que deixou os EUA de fora da nova turnê mundial

Bad Bunny surpreendeu quando anunciou que sua nova turnê mundial, DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour, não iria passar pelos Estados Unidos.

Em entrevista à revista Variety, o astro porto-riquenho contou que a decisão foi pensada: depois de anos se apresentando com frequência no país, ele agora quer focar em novos mercados.

A escolha não impediu a turnê de se tornar um sucesso. Segundo dados da Pollstar, mais de 2,6 milhões de ingressos já foram vendidos. A demanda foi tão alta que a agenda, inicialmente com 24 shows, foi ampliada para 56 apresentações.

No Brasil, os ingressos para os dois shows em estádio, marcados para São Paulo, estão sendo bastante disputados. Já em Porto Rico, a expectativa é que os shows movimentem cerca de US$ 200 milhões na economia local.

Durante a entrevista, Bad Bunny e seu empresário, Noah Assad, comentaram que costumam gravar quase todos os shows, mas não têm o hábito de publicar esse material de forma definitiva.

Eles revelaram que existe a ideia de transformar a turnê em um filme, embora isso ainda esteja em fase de conversa e sem pressa para acontecer.

Animado com a nova fase, Bad Bunny disse que está curtindo cada momento no palco. Ele reconhece que a carreira exige sacrifícios, mas avalia que, comparado a outras profissões, seu trabalho é um privilégio — e que, por isso, não tem do que reclamar.


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