9 de Fevereiro de 2026, às 10:38
Bad Bunny foi o responsável pelo show do intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), e transformou o gramado do estádio em uma grande celebração da cultura latina.
Em uma apresentação que misturou música, dança e cenografia cinematográfica, o artista levou referências diretas de Porto Rico para um dos eventos mais assistidos do planeta.
O show começou com uma sequência de hits que colocou o público para dançar logo de cara. Entre as músicas do repertório estiveram NUEVAYoL, BAILE INoLVIDABLE e DtMF, faixa que dá nome ao álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, vencedor do Grammy de Álbum do Ano neste ano.
A cenografia transformou o estádio em uma espécie de recorte da vida cotidiana porto-riquenha. O palco ganhou elementos que remetiam às ruas da ilha, com casas típicas, vegetação tropical e cenas inspiradas em praças e festas populares.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a presença da “casita” no palco, símbolo que Bad Bunny costuma usar em seus shows para representar as comunidades onde o reggaeton nasceu. A proposta foi clara: levar sua origem para o centro do espetáculo, sem adaptar sua identidade ao padrão do entretenimento americano.
O show também contou com participações especiais: Ricky Martin dividiu o palco com Bad Bunny em um dos momentos mais celebrados da noite, enquanto Lady Gaga apareceu de surpresa, entrando no clima latino e dançando ao lado do cantor.

Outros artistas e personalidades foram vistos interagindo com a encenação montada no palco, que funcionava como uma espécie de “cenário vivo”, com diferentes espaços e ações acontecendo ao mesmo tempo.
Além do espetáculo musical, Bad Bunny incluiu mensagens de união e de valorização da identidade latina, com referências à imigração e à diáspora porto-riquenha nos Estados Unidos. A proposta foi reafirmar o orgulho de origem em um evento historicamente marcado por artistas do pop americano.
A apresentação também gerou reações fora do estádio. O presidente estadunidense Donald Trump criticou o show nas redes sociais, questionando o uso do espanhol e o tom político da performance.




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