Edy Star, ícone queer e musical do Brasil, morre aos 87 anos em São Paulo

Nascido Edivaldo Souza na Bahia, o artista teve uma carreira multifacetada como cantor, compositor, ator e produtor, marcando história nos anos 1970.

Por Gabriela Teixeira

24 de Abril de 2025, às 17:18


Edy Star, figura essencial da música e da cultura LGBTQIA+ brasileira, morreu nesta quinta-feira em São Paulo, aos 87 anos.

De acordo com sua assessoria, o artista estava internado em estado grave, enfrentando complicações como insuficiência respiratória, renal aguda e pancreatite.

Nascido Edivaldo Souza em Juazeiro (BA), em 1938, Edy construiu uma carreira múltipla: foi cantor, compositor, ator, dançarino, produtor teatral, apresentador de TV e ainda se destacou como artista plástico.

Nos anos 1970, entrou para a história ao participar do álbum Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10, projeto colaborativo com Raul Seixas, Miriam Batucada e Sérgio Sampaio — considerado um marco pela ousadia e crítica social.

edy star morte
Edy Star. Reprodução / Instagram

Pioneiro na discussão aberta sobre gênero e sexualidade, Edy desafiava padrões conservadores em suas performances e foi um dos primeiros artistas brasileiros a assumir publicamente a homossexualidade, tornando-se símbolo de resistência.

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Após quase 20 anos na Europa, retornou ao Brasil e seguiu lançando trabalhos, mantendo vivo seu legado na música e na luta por direitos LGBTQIA+.

Sua trajetória deixou marcas não só na arte, mas na defesa da liberdade de expressão, inspirando gerações a abraçarem suas identidades sem medo.


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