7 de Abril de 2026, às 15:00
Nesta terça-feira (7), a organização do Wireless Festival confirmou o cancelamento integral de sua edição de 2026. A medida foi tomada após o governo do Reino Unido barrar oficialmente a entrada do rapper Kanye West, que seria a atração principal do evento em julho.

A crise começou quando o Home Office (Ministério do Interior britânico) revogou a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) do rapper, que agora atende pelo nome de Ye. Segundo o órgão informou à BBC, a recusa foi fundamentada no entendimento de que a presença de Kanye no país não seria condizente com o interesse do bem público.
A decisão das autoridades britânicas é o ápice de um longo histórico de polêmicas envolvendo Kanye West que, nos últimos anos, acumulou críticas por declarações de teor antissemita, racista e de apologia ao nazismo.
Embora Kanye tenha publicado pedidos de desculpas no início do ano e buscado diálogo com a comunidade judaica, o governo britânico manteve a postura rígida.
O primeiro-ministro Keir Starmer já havia manifestado preocupação pública com a contratação de Kanye, classificando suas falas anteriores como abomináveis.
A escolha de Kanye West como headliner já enfrentava forte resistência antes mesmo do veto governamental. A pressão política e social provocou uma debandada de patrocinadores, como a Pepsi, a Diageo (dona da Johnnie Walker) e o PayPal.
Em nota oficial, os organizadores do Wireless lamentaram o desfecho e afirmaram que a ausência de Kanye West (Ye) tornou a realização do festival logisticamente impossível, uma vez que ele era a principal atração do evento.
O comunicado reforça o repúdio ao antissemitismo e garante que todos os compradores de ingressos receberão reembolso integral.
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