Clima tenso: advogado de celebridades marca presença no caso P.Diddy e é repreendido pelo juiz

Embora não esteja oficialmente listado na defesa, Geragos levantou suspeitas de influenciar a equipe de Combs, o que motivou protestos dos promotores.

Por Gabriela Teixeira

8 de Maio de 2025, às 10:56


O clima no tribunal de julgamento de P.Diddy está agitado com a chegada de Mark Geragos, advogado famoso por representar celebridades em casos de grande repercussão.

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Ele foi visto acompanhando as sessões de seleção do júri no julgamento de Sean “Diddy” Combs — acusado de tráfico sexual — mesmo não estando oficialmente listado na defesa.

Os promotores, em carta ao juiz Arun Subramanian, demonstraram preocupação de que Geragos possa estar aconselhando a equipe de Combs, o que, na visão deles, exigiria seu registro formal como advogado no caso.

Enquanto isso, a defesa de Combs vem recebendo reforços de peso, com advogados renomados se juntando ao time pouco antes da escolha do júri. Brian Steel e Nicole Westmoreland, de Atlanta, e o advogado de defesa de Nova York, Xavier Donaldson, foram contratados às vésperas do início do processo.

Com o objetivo de selecionar 12 jurados titulares e alguns suplentes até quarta-feira, o juiz Subramanian conduz as entrevistas. Vários candidatos ao júri comentaram já ter ouvido falar do caso, citando reportagens e vídeos circulando na mídia.

Combs, que nega todas as acusações, observa atentamente cada fase, sempre ao lado de sua equipe de defesa.

diddy julgamento
P. Diddy. Créditos: reprodução

A tensão aumentou ainda mais quando o juiz Subramanian repreendeu Mark Geragos por comentários feitos no podcast Two Angry Men, onde ele se referiu à equipe de promotoras como um grupo de seis mulheres brancas.

A declaração ocorreu durante uma conversa sobre a possível influência de fatores raciais no julgamento, e Geragos chegou a dizer que, embora a raça seja uma “tendência”, não será o foco principal da defesa.

Subramanian, de origem sul-asiática, considerou a fala de Geragos inaceitável, lembrando-o de que, como membro da Ordem e oficial da corte, deve manter uma postura adequada.

A acusação afirma que Combs, que é negro, teria usado seus negócios para obrigar mulheres a participar de festas sexuais prolongadas, envolvendo drogas.

A defesa sustenta que as relações eram consensuais e questiona a credibilidade das denunciantes. Eles também deixaram claro que, embora alguns documentos judiciais indiquem uma possível alegação de racismo contra Combs, essa linha de defesa não será usada durante o julgamento.

A escolha do júri deve ser finalizada em breve, e as declarações iniciais estão programadas para o início da próxima semana.


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