‘XTRANHO’: Matuê quebra as regras do trap e lança álbum visual experimental

O projeto, desenvolvido em quatro meses, propõe quebrar as regras comerciais e reposicionar o trap brasileiro no campo da experimentação.

Por Gabriela Teixeira

11 de Dezembro de 2025, às 17:46


Matuê abriu um novo capítulo em sua carreira com o lançamento de XTRANHO, um álbum visual com 13 músicas inéditas.

O projeto, que levou quatro meses para ser desenvolvido, chega com a proposta de quebrar regras comerciais e reposicionar o trap brasileiro no campo da experimentação.

Conceito e produção

O disco nasceu do incômodo do artista com os rumos comerciais do cenário atual e é descrito como uma obra que mistura música, moda, arte e comportamento.

O processo criativo aconteceu em um “laboratório” (um camping criativo) que reuniu músicos, produtores e designers, resultando em uma estética sombria e inquieta, com influências até do artista experimental Aphex Twin.

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O repertório explora vários temas: na frente de crítica e atmosfera, músicas como FACAS E MACHADOS e MEU CEMITÉRIO mergulham em climas oníricos e perturbadores; já no lifestyle, faixas como ÍCONE FASHION e ALTERADO falam do estilo da cena trap.

A vida pessoal também aparece, com TALKIN BOUT, onde Matuê canta em inglês sobre experiências na estrada e sexualidade.

O time de colaboradores inclui nomes da vanguarda do trap como Kouth, N.A.N.A., Cashley, PHL Notunrboy, FAB GODAMN, Okie e LPT Zlatan.

Lançamento histórico no Anhangabaú

Para marcar a estreia, Matuê fez uma audição gratuita no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, reunindo cerca de 10 mil fãs.

Em um palco em formato de “X”, ele apresentou o disco inteiro, reforçando sua ligação com a cena underground e declarando ao final: Somos os melhores.


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