29 de Maio de 2025, às 17:22
O funk brasileiro está no centro de mais uma polêmica após a prisão do MC Poze do Rodo, acusado de fazer apologia ao crime nas suas músicas.
Em defesa do colega, MC Cabelinho — que também atua em novelas da Globo — usou suas redes sociais para criticar o que chama de perseguição à cultura preta e periférica.
Em um vídeo no Instagram, Cabelinho falou sobre como essa cultura é constantemente criminalizada. Ele fez uma comparação interessante: Quando eu fiz um papel de traficante na novela ‘Amor de Mãe’, era arte. Mas quando um MC fala sobre a vida na favela, já acusam de apologia ao crime.
A investigação não se limita a Poze. Outros nomes do funk, como Oruan, também estão sob análise, assim como gravadoras e eventos ligados a facções criminosas, como o famoso Baile da Disney, que acontece em áreas dominadas por grupos rivais.
O advogado Fernando Henrique Cardoso, que representa os artistas, ressaltou que essa perseguição não é novidade: Primeiro foi o samba, agora é o funk. Esse tipo de criminalização da cultura periférica sempre existiu.
Essa situação reacende o debate sobre liberdade de expressão e representatividade nas artes, além da linha tênue entre retratar a realidade e fazer apologia ao crime, um tema que ainda gera muita discussão no Brasil.
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