21 de Março de 2025, às 11:24
O NewJeans, que recentemente adotou o nome NJZ, está envolvido em uma disputa legal com sua antiga gravadora, a Ador, subsidiária da HYBE — conglomerado responsável por gerenciar grupos como BTS.
Nesta sexta-feira (21), o Tribunal Distrital Central de Seul emitiu uma decisão provisória que proíbe as integrantes de realizarem atividades comerciais sem autorização prévia da empresa.
As artistas, que deixaram a Ador em novembro de 2024 após acusações de maus-tratos, assédio e manipulação, contestam a decisão e afirmam que o tribunal não considerou adequadamente as violações de confiança alegadas contra a gravadora.
Em comunicado, o grupo declarou: A decisão judicial não reflete a ruptura na relação com a Ador, que impactou diretamente nossa integridade profissional.
A Ador, por sua vez, defende a legalidade da medida e nega as acusações. Em nota, a empresa afirmou estar comprometida em resolver a situação por meio do diálogo e destacou que busca proteger os direitos contratuais de ambas as partes.
A decisão judicial, no entanto, coloca em risco a continuidade da carreira das integrantes, que podem ter dificuldades para lançar novos trabalhos ou firmar parcerias comerciais.

As tensões começaram no início de 2024, quando Min Hee-jin, ex-presidente executiva da Ador e considerada a idealizadora do NewJeans, acusou a HYBE de sabotar o grupo.
Após sua demissão, as integrantes exigiram sua reintegração — pedido recusado pela HYBE, o que levou à saída coletiva do grupo da empresa.
Desde então, as artistas tentam seguir carreira de forma independente sob o nome NJZ, mas a Ador alega violação contratual e busca manter controle sobre direitos de marca e atividades profissionais.
O caso tem gerado debates sobre a autonomia de artistas na indústria do k-pop, conhecida por contratos rígidos e relações hierárquicas complexas.
Fãs e especialistas acompanham o desfecho, que pode influenciar futuras negociações entre idols e gravadoras em um mercado cada vez mais globalizado.
Enquanto aguardam recursos judiciais, as integrantes do NJZ permanecem impedidas de avançar em projetos musicais. O impasse reforça os desafios enfrentados por artistas que buscam independência em um sistema dominado por grandes corporações.




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