Prisonnier Du Passé
De l'épopée adolescente où l'innocence est une douce pente.
Pente, qui nous mène tout droit vers les débuts de la tourmente.
Qui au fil du temps, va en grandissant
Vers un futur, vers un avenir mirobolant.
Lent, lentement suivant les dessins ou les plans
Qu'avec acharnement, partant d'un bon sentiment
Ont tenté de tracer mes ainés, mes parents.
De leurs passés, de leurs désirs, je n'ai pu être exempt.
Donc me voilà dans un monde peuplé de têtes sceptiques.
Me voilà catapulté dans la mare comme une brique.
La multitude de ces visages cramoisis par la méfiance.
Quand j'y pense.
Prisonnier du passé.
Leurs espoirs ont échoué dans les limbes du passé.
Destitués de nous-mêmes pour assouvir un système.
Est-ce ceci, oui c'est cela qu'on entrvoit en nous jetant dans l'arene.
En omettant même cette innocence souveraine,
Considérée comme une attitude malsaine.
Mais pourtant mal séant est celui qui ne comprend.
Et ne prends pas le temps de voir grandir ses enfants.
Innocent, j'étais déjà pour eux, coupable à seize ans.
Prisonnier du passé.
Leurs espoirs ont échoué dans les limbes du passé.
L'opinion sur le blamable, l'opinion sur le louable,
Sont des produits de causes multiples trop contestables.
Tantôt les préjugés.
Mais aussi la sociabilité qui sont les mamelles
Grâce auxquelles a été fondé un système
Dont les fondations vampirisent nos opinions.
Par la soumission, sans prêter aucune attention
À la marche du temps, au progrès toujours croissant
En tous points effreyant pour nos futurs enfants.
Mais la marche des affaires humaines
En tous points de vue, en tous domaines
M'amène à des pensées non-homogènes au système.
Grave est le dilemme qui me prend comme la gangrene
Et m'engrene implicitement vers toute sorte de haine.
Des lors, pousse sans sursis au suicide social.
Coupé sans préavis de mon cordon ombilical.
Prenant la vie comme une rivale,
Comme une chance minimale c'est l'étale.
Ou plutôt l'ano male spirale de l'épopée adolescente.
Ou l'innocence est une douce pente…
Prisonnier du passé.
Leurs espoirs ont échoué dans les limbes du passé.
Prisioneiro do Passado
Da epopeia adolescente onde a inocência é uma doce ladeira.
Ladeira que nos leva direto aos começos da tormenta.
Que com o passar do tempo, vai crescendo
Rumo a um futuro, a um amanhã brilhante.
Devagar, lentamente seguindo os desenhos ou os planos
Que com determinação, partindo de um bom sentimento
Tentaram traçar meus antepassados, meus pais.
Dos seus passados, dos seus desejos, não consegui escapar.
Então aqui estou em um mundo povoado de cabeças céticas.
Aqui estou catapultado na lama como um tijolo.
A multidão desses rostos avermelhados pela desconfiança.
Quando penso nisso.
Prisioneiro do passado.
Seus esperanças falharam nos limbos do passado.
Destituídos de nós mesmos para satisfazer um sistema.
É isso, sim, é isso que se vislumbra ao nos jogar na arena.
Omitindo até mesmo essa inocência soberana,
Considerada como uma atitude insalubre.
Mas, no entanto, mal-educado é quem não entende.
E não toma o tempo para ver seus filhos crescerem.
Inocente, eu já era para eles, culpado aos dezesseis anos.
Prisioneiro do passado.
Seus esperanças falharam nos limbos do passado.
A opinião sobre o que é censurável, a opinião sobre o que é louvável,
São produtos de causas múltiplas, muito contestáveis.
Às vezes os preconceitos.
Mas também a sociabilidade que são as tetas
Graças às quais foi fundado um sistema
Cuja fundação vampiriza nossas opiniões.
Pela submissão, sem prestar atenção
Ao passar do tempo, ao progresso sempre crescente
Em todos os aspectos aterrorizante para nossos futuros filhos.
Mas a marcha dos negócios humanos
Em todos os pontos de vista, em todos os domínios
Me leva a pensamentos não homogêneos ao sistema.
Grave é o dilema que me consome como uma gangrena
E me empurra implicitamente para todo tipo de ódio.
Daí, avança sem trégua ao suicídio social.
Cortado sem aviso do meu cordão umbilical.
Tomando a vida como uma rival,
Como uma chance mínima, é a maré.
Ou melhor, a espiral doente da epopeia adolescente.
Onde a inocência é uma doce ladeira…
Prisioneiro do passado.
Seus esperanças falharam nos limbos do passado.