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Cidadão de Papelão

O Teatro Mágico

LetraSignificado

    O cara que catava papelão pediu
    Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz
    Nem terno, nem tampouco ternura
    À margem de toda rua, sem identificação, sei não
    Um homem de pedra, de pó, de pé no chão
    De pé na cova, sem vocação, sem convicção

    À margem de toda candura
    À margem de toda candura
    À margem de toda candura

    Um cara, um papo, um sopapo, um papelão

    Cria a dor, cria e atura
    Cria a dor, cria e atura
    Cria a dor, cria e atura

    O cara que catava papelão pediu
    Um pingado quente, em maus lençóis, à sós
    Nem farda, nem tampouco fartura
    Sem papel, sem assinatura
    Se reciclando vai, se vai

    À margem de toda candura
    À margem de toda candura
    À margem de toda candura

    Homem de pedra, de pó, de pé no chão

    Não habita, se habitua
    Não habita, se habitua

    Composição: Fernando Anitelli / Maíra Viana. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Monielle. Legendado por Eliza. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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